Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 01/09/2020
Desde as eleições presidenciais em 2018, até o presente momento, pode-se notar a acentuada intensificação da intolerância e discurso de ódio contra minorias dentro do cenário político. Tais praticas que vem a ser motivadas por um discurso extremista religioso ou conservador. Nesse sentido, é perceptível as consequências sócias geradas pela intolerância e pelo preconceito, como as minorias não tendo uma voz em meio jurídico ou sendo a maior parcela dos números de homicídio.
Em primeiro lugar, é preciso entender o conceito do que se entende por discurso de ódio. Conforme, a doutora em direito Samanta Ribeiro Meyer, o discurso de ódio é a manifestação de ideias que incitem a descriminação, seja racial, social ou religiosa; na maioria das vezes as minorias. Nesse sentido, é importante ressaltar o desprezível extremismo religioso e o discurso conservador político, que muitas vezes prega de forma velada ou não a descriminação e a intolerância.
Consequentemente, desse discurso intolerante que prega uma construção social de que minorias não devem existir, vem o encorajamento para a sociedade manifestar seus preconceitos. Deste modo, pode-se analisar que 75% das vítimas de homicídios são de minoria negra, e o brasil é o pais que registra maior número de violência contra LGBTS. Consoante a isso, intolerância só gera intolerância, e esse pensamento torpe precisa ser desconstruído sobre a sociedade.
Portanto, é necessário a desconstrução das intolerâncias enraizadas na sociedade e uma mudança sociocultural para o discurso de ódio. Diante disso, cabe o Governo Federal, representado pelo ministério da educação, propagar palestras e aulas sobre a aceitação e tolerância de diversas culturas, raças, sexualidades e crenças. Assim, a população deve buscar informações sobre o respeito a diferença do próximo, só assim será possível uma sociedade harmônica.