Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 01/09/2020

No século XX, foi criado o conceito de Darwinismo Social, por Francis Galton, que acreditava na ideia de uma raça superior às demais. Como consequência desta crença, uma onda de intolerâncias foi criada contra aqueles que eram diferentes dos padrões estabelecidos. Dessa forma, é possível afirmar que, ao longo da história mais discursos de ódios foram pregados, promovendo o surgimento de diversas minorias. Diante desse fenômeno, cabe destacar os negros e as mulheres como, principais, minorias afetadas ao longo do tempo.

Em primeiro lugar, pode-se afirmar que a população negra tem sido vítima dos discursos de ódio desde do século XVI, quando os europeus começaram a levá-los, à força, para o Novo Mundo sob o regime da escravidão. Muito embora, as leis procurem garantir uma nova realidade para esse grupo, ainda percebe-se reminiscências de intolerância. Um exemplo disso, foi o caso lastimável do afro-americano George Floyd, de 40 anos, que foi acusado de tentar trocar uma nota de 20 dólares falsa, em uma loja, na cidade de Minneapolis, Estados Unidos. Os policiais ali presentes fizeram uma abordagem agressiva, um deles ficou de joelho sobre o pescoço da vítima por 8 minutos, fato que o levou a óbito. Esse lamentável crime repercutiu rapidamente por todas as mídias e gerou uma série de revoltas pelo mundo.

Além disso, outro grupo que se destaca na luta quanto ao tema em questão, são as mulheres. Não é de hoje que elas são vistas por vários segmentos da sociedade com um olhar discriminador e inclinado à intolerância. Segundo o site G1, em 2017, 6 mulheres morriam a cada hora no mundo, apenas pelo fato de serem mulheres. Um triste exemplo disso, foi de uma garota paquistanesa chamada Malala Yousafzai, que no ano de 2012, foi baleada na cabeça por extremistas do Talibã, que a viam como ameaça pelo fato dela falar sobre meninas e jovens terem acesso à educação. Hoje, Malala está viva e ainda luta pelos direitos das mulheres em seu país.

Assim, entende-se que urge a necessidade de uma conscientização de combate à intolerância por parte de todos. Para que esses problemas sejam extintos, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com as escolas públicas e privadas criem campanhas educativas para os alunos. Dessa forma, é possível combater esses problemas tratando das futuras gerações.