Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 01/09/2020

Com a chegada dos colonizadores, em 1500, no território brasileiro ocorreu um grande choque étnico-cultural e por conseguinte várias transformações. Estas mudanças foram cruelmente impostas pelos colonos brancos, por meio de estupros, desapropriação e genocídio contra os nativos, as minorias, com a justificativa de que a raça branca é superior as demais. Assim, nos dias atuais, é notável a permanência desigualdade racial, a qual acarreta o pronunciamento de discursos de ódio e a insuficiência da justiça brasileira corroboram para a persistência do problema.

Em primeiro plano, é notável que nas raízes da cultura brasileira há uma quantidade imensa de preconceitos e crenças errôneas. Como consequência disso, deu-se origem ao racismo estrutural, o qual surte efeitos em todos os âmbitos, como o mercado de trabalho, a educação e a esfera social. De acordo com dados fornecidos pelo IBGE, em 2018, mostram que 67% da população brasileira se autodeclara preta ou parda, e que no mercado de trabalho sua ocupação é de apenas 29%, explicitando a desigualdade social no país.

Além disso, é perceptível que a justiça brasileira favorece os brancos de classe média ou alta e que são insuficientes quando o assunto é lidar com a classe não dominante. De acordo com Alexandre de Moraes, Ministro do Supremo Tribunal Federal, o qual exerceu o cargo no ano de 2018, ao dar uma entrevista disse que foi fundamental na Constituição de 1998, ceder o papel contramajoritário para o poder judiciário. A fim de não garantir a ditadura da maioria, mas sim garantir o para as minorias.

Portanto, a desigualdade social e a incompetência da atuação correta da justiça ajudam para a perpetuação da intolerância e os discursos de ódio. Para solucionar o problema citado, os veículos midiáticos, por meio das plataformas digitais tem a responsabilidade de viabilizar a causa e seus defensores, a fim de levar uma maior quantidade de informação para a população, com o objetivo de desconstruir ideias que favoreçam a desigualdade racial. Além disso, o Supremo Tribunal de Justiça tem o poder de disponibilizar seus serviços para cidadãos que presenciem situações de falas de ódio e que possam procurar seus trabalhos.