Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 01/09/2020

Na obra cinematográfica V de Vingança, de 2005, a Inglaterra é governada por um regime fascista e totalitário que se baseia em discursos de ódio contra minorias. Análogo ao filme, percebe-se que o mundo hodierno se direciona para a geração de uma sociedade intolerante e pautada em extremos. Assim, esse encaminhamento resulta de fatores como os aspectos históricos mundiais e o uso indevido das novas tecnologias.

Analisa-se, primeiramente, episódios passados de austeridade e agressão às diversidades que marcaram profundamente a história da humanidade. Como por exemplo: o nazifascismo de Hitler que, na Segunda Guerra Mundial, pregava a supremacia da raça ariana sobre todas as outras. Outrossim, foi a colonização do Brasil que, baseada em valores individualistas, legitimava a dominação europeia sobre os indígenas. Dessa forma, em ambos os eventos ocorrem a naturalização da dominação de um grupo sobre o outro, dificultando o reconhecimento e o combate às intolerâncias e exclusão.

Em segundo plano, averígua-se que devido ao aprimoramento tecnológico midiático o processo de globalização amplificou-se demasiadamente, assim como os discursos de ódio nas redes sociais. Nesse contexto, a internet tornou-se a ferramenta ideal para a propagação de manifestações discriminantes em função do anonimato oferecido aos intransigentes e do amplo alcance que tais mensagens alcançam. Logo, de acordo com Milton Santos, geógrafo, escritos, advogado e professor universitário brasileiro, a globalização conduz o homem ao individualismo e erradica a noção de solidariedade. Desse modo as culturas se aproximaram, mas, suas integrações prevalecem limitadas, muitas vezes devido ao preconceito cultivado histórico-socialmente.

Portanto, afirma-se a necessidade de medidas que visem combater as intolerâncias e atingir suas longínquas raízes históricas. Diante disso, nas escolas, o Ministério da Educação juntamente com historiadores deve fomentar debates educacionais que busquem questionar o âmago do ódio e incentivem a tolerância, criando uma nova geração mais apta a discernir intransigências. Ademais, as mídias precisam promover campanhas instruindo o uso correto de suas ferramentas para transfigurar os seus meios de tóxicos para inclusivos e acolhedores a todos. Com isso, procura-se aprender com os erros passados e prevenir que o mundo tome o mesmo destino do retratado no longa-metragem.