Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 01/09/2020
Na segunda metade do século XX, a África do Sul foi governada por um partido que instituiu o “apartheid”. Esse sistema, foi a consolidação da separação total entre brancos de origem europeia e negros africanos. Hodiernamente, práticas intolerantes e discursos de ódio, semelhantes ao “apartheid”, ainda estão presentes na sociedade, principalmente devido ao desrespeito às individualidades e à negligência estatal mediante o cumprimento de leis.
Primeiramente, sabe-se que cada ser humano tem suas características particulares, porém, muitas delas não são respeitadas em função da intolerância. Consoante à ideia, Clarice Lispector, escritora do século XX, afirma que cada pessoa é um mundo, com uma chave única. Assim, fica evidente que todos são diferentes, seja tratando-se de religião, de etnia ou de sexualidade. Logo, é indubitável afirmar que cada indivíduo tem direito de ser respeitado e jamais alvo de ódio.
Além disso, outro motivador da perpetuação da intolerância e do discurso de ódio é a negligência com que o Estado lida com os propagadores dessas práticas. Corroborando com a ideia, Aristóteles, filósofo grego, afirma que a política deve ser utilizada de modo que o equilíbrio da sociedade seja alcançado. Entretanto, a vaga fiscalização e aplicação de leis que penalizam os disseminadores facilita e fomenta a realização de práticas que ferem os direitos humanos. Assim, o Estado dá abertura para que crimes de ódio aconteçam cada vez mais.
Dessarte, vê-se que o desprezo às particularidades e o desleixo governamental são grandes obstáculos ao tratar-se da intolerância e do discurso de ódio contra minorias. Assim, a fim de assegurar o direito à vida e à liberdade, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública reformular e aplicar, de forma mais rígida, leis que condenam os agressores. Somente assim, cenários como o “apartheid” não serão mais vistos no Brasil e no mundo.