Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 01/09/2020
O Holocausto, causado pelo ditador Adolf Hitler, exterminou todos aqueles que impediam a pureza racial, os judeus, homossexuais, deficientes físicos, ciganos e negros. Hodiernamente, a disseminação da intolerância e discurso de ódio contra a minoria segue presente na sociedade, seja pela negligência do Estado no cumprimento das leis, seja pela perpetuação dos discursos de ódio.
Em primeiro plano, é evidente que a falta de atuação do governo tem contribuído negativamente com a situação. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Contudo, no Brasil o vago cumprimento das leis que penalizam os cidadãos responsáveis pela disseminação da intolerância contraria o pensamento do filósofo, que prega o equilíbrio coletivo. Consequentemente, a justiça da Nação, de maneira indireta acaba protegendo os disseminadores.
Além disso, a perpetuação geracional dos discursos de ódio, dificulta a erradicação da intolerância com a minoria. De acordo com o físico alemão e vencedor do prêmio Nobel de física, Albert Einsten, é mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito. Nesse contexto, os adeptos aos parâmetros de categorização racial do século passado, baseados no etnocentrismo, acabam criando um canal que reproduz a intolerância de geração em geração. Logo a perpetuação desses preconceitos, acaba por dificultar a inserção da minoria em mercado de trabalho, e em uma vida coletiva saudável.
Em suma, fica claro a necessidade de maior ação do poder judiciário, reformulando as leis que atuam na penalização dos casos de discriminação, com objetivo de aumentar a pena, exercer na população o senso de justiça, e consequentemente diminuir a marginalização das minorias. Já no que se refere a perpetuação dos discursos de ódio, o Ministério da Educação deveria investir em palestras nas escolas, para que haja a desconstrução de uma cultura etnocêntrica e intolerante.