Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 02/09/2020

No ano de 1535, em Salvador (BA), chegou o primeiro navio negreiro da história brasileira, fazendo assim um marco inicial para a escravidão no país. Apesar de ter sido abolida 353 anos depois, é possível notar que ainda existe traços de intolerância contra afrodescendentes e outras minorias que sofreram algum tipo de discriminação ao longo da história. Dessa maneira, pode-se apontar que os motivos pelo qual o discurso de ódio é ainda presente atualmente é a falta de conscientização sobre a igualdade entre todos independente de etnia, crença, gênero ou orientação sexual e marginalização devido a questões históricas.

Em primeiro plano, conforme Benjamin Disraeli, político e escritor britânico, “Conscientizar-se da própria ignorância é um grande passo para aprender”. Dessa maneira, entende-se que no Brasil são poucos os esforços para conscientizar a população sobre a ignorância em relação a discriminação a minorias. Sendo assim, a intolerância contra os grupos mais afetados ainda prevalece, afetando assim a saúde mental de diversos cidadãos e propagando a violência.

Além disso, no livro “Quarto de Despejo”, de Carolina de Jesus, é notória a realidade marginalizada e as dificuldades enfrentadas diariamente por minorias. Desse modo, é possível analisar as semelhanças atualmente, destacando como determinados grupos ainda continuam lutando por direitos básicos. Com isso, a desigualdade social mantém-se presente.

Portanto, pode-se perceber que a persistência dos discursos de ódio é devido a falta de conhecimento e a resistência aos costumes históricos antigos. Nesse sentido, o Ministério da Educação e Cultura deve promover campanhas para conscientizar sobre a empatia e igualdade perante todos. Além disso, o poder Legislativo tem de aprovar leis que amparem e ajudem as minorias a ascender socialmente. Dessa maneira, pode-se esperar por um país mais justo e pacífico.