Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 02/09/2020
A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, protege mulheres que sofrem de violência doméstica e familiar; amparando-as com medidas protetivas, as quais variam conforme a necessidade da vítima. Hodiernamente; não apenas mulheres, mas todas as minorias sociais são desrespeitadas e, frequentemente, violentadas no contexto brasileiro. Nesse sentido, faz-se necessário entender as razões da intolerância e discurso de ódio contra minorias.
A priori, a discriminação contra certos grupos é um problema de nível mundial. Isso ocorre devido a sensação de superioridade que algumas pessoas sentem sobre as outras. Segundo o ator brasileiro Paulo Autran, o preconceito é consequência da junção entre burrice e ignorância. Diante disso, é indubitável que parte da sociedade acredita, erroneamente, que tem o direito oprimir e ferir minorias, por julgarem-se superiores do que essas.
Outrossim, cabe mencionar que os discursos de ódio estão presentes no cotidiano moderno. Essa questão acontece devido a influência do passado nos dias atuais. Conforme o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, “o preconceito tem mais raízes do que princípios.” Dessa forma, é irrefutável que acontecimentos marcantes na história da humanidade, como a Escravidão no Brasil e a teoria do “Espaço Vital” de Adolf Hitler, deixam resíduos para a proliferação desses ideais na sociedade contemporânea.
Dessarte, torna-se evidente a necessidade de discutir a questão. Diante do exposto, cabe aos Governos Estaduais, em parceria com as Secretarias Municipais de Educação, promoverem palestras interativas nas escolas, por intermédio de profissionais capacitados, sobre a importância da tolerância e do respeito para a construção de um futuro melhor para as crianças. Dessa maneira, como efeito social espera-se evitar discursos de ódio e a intolerância.