Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 02/09/2020
No seriado “Sex Education”, dirigido pela Netflix, o personagem Eric Effiong encontra-se em constante dilema por ser gay e conviver em um lar religioso. Em um episódio da série, após sair trajado com feminilidade, é espancado na rua por pura desumanidade e intolerância. Fora da ficção, situações como essa se tornam cada vez mais comuns, principalmente devido ao desrespeito às individualidades e à cassação da liberdade.
Em primeiro plano, é notório que cada pessoa tem personalidade com traços individuais, porém, muitas vezes, não são respeitados devido à intolerância. Corroborando com a ideia, Hayek, filósofo austríaco, afirma que uma sociedade despreparada para respeitar as individualidades, não é de fato livre. Portanto, visto o discurso de ódio praticado contra as minorias, sejam LGBTs, negros, indígenas ou qualquer outro grupo marginalizado, faz-se necessário que a mentalidade social acompanhe a progressão dos anos. Com isso, não seria plausível dar espaço a atos que ferem os direitos humanos e desrespeitem a individualidade.
Além disso, vive-se em um século dito “livre”, mas que, indubitavelmente, presencia situações de paradigmas ao tratar-se de liberdade. Corroborando com a ideia, John Locke, filósofo contratualista e conhecido como o “Pai do Liberalismo”, defendia a existência do Estado como regulador, a fim de garantir a liberdade. Exemplificando, a liberdade proposta por Locke refere-se, principalmente, à vida, que tem sido ameaçada constantemente por ideologias supressoras que tentam admitir a sua verdade como universal.
Dessarte, vê-se a quebra de individualidade e de liberdade como os principais empecilhos ao tratar-se de intolerância e de discurso de ódio contra minorias, fazendo-se necessário medidas interventoras. Assim, cabe ao Ministério da Segurança, a fim de assegurar o direito à vida às minorias, realizar propagandas, por meio de mídias sociais, que alertem a gravidade e a criminalidade dos atos irresponsáveis que ameacem a integridade física e mental dos suprimidos. Somente assim, situações como a vivida por Eric Effiong seriam escassas – ou erradicadas – no contexto hodierno do Brasil.