Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 05/09/2020

A Constituição Federal garante aos brasileiros a inviolabilidade dos direitos individuais. Todavia, na prática, é evidente a ausência desse princípio quando se observa a intolerância e o discurso de ódio contra as minorias no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre não só devido à falta de empatia, mas também de educação nas redes sociais.

Vale destacar, de início, que uma das principais motivações para a proliferação de ira é a falta de empatia. Isso porque, segundo o psicólogo Carl Rogers, “ter empatia significa ter sensibilidade para perceber o sentimento que uma pessoa esteja experimentando naquele momento”. Sob tal óptica, percebe-se que a sociedade não atua de forma empática, já que há intolerância entre seus indivíduos, principalmente ligada a aspectos de crença e orientação sexual, o que acarreta a “luta de classes”, estudada pelo sociólogo Karl Marx. Basta analisar a matéria do site G1, em 2020, a qual ressaltou a violência praticada pela gangue neonazista “Bulldog”, em São Paulo, contra o movimento LGBT, em que houve agressões contra homossexuais, situação que fere a dignidade humana. Logo, é crucial que o Governo dissemine ações de empatia social, a fim de impedir condutas de ódio entre as pessoas.

Faz–se mister, ainda, salientar a carência de educação nas redes sociais como impulsionadora de propagação de ódio, visto que, de acordo com o pedagogo brasileiro Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nessa lógica, nota-se que o Brasil, hodiernamente, vive em meio a um “Estado de Anomia”, definido pelo pensador Émile Durkheim, como uma desagregação social, por ação da incrementação das novas tecnologias da informação, que permitem aos cidadãos propagarem, com facilidade, mensagens odientas nas redes sociais, notadamente, contra grupos mais vulneráveis. Por isso, é fundamental que os indivíduos tenham conhecimento que o discurso de ódio é extremamente sério, e inclusive levou a grandes tragédias da humanidade, como o holocausto dos judeus durante a 2ª Guerra Mundial.

Portanto, com o intuito de mitigar a intolerância e o discurso de ódio contra as minorias, no Brasil, o Ministério da Saúde, em parceria com as Redes de Televisões, precisa realizar campanhas relativas ao preconceito, principalmente em defesa das camadas mais desfavorecidas, com o objetivo de despertar empatia entre os cidadãos. Por outro lado, o Ministério da Educação, por meio das escolas, deve promover aos alunos instruções sobre como a educação nas redes sociais é fundamental para o exercício da cidadania, ou seja, para o respeito coletivo, a fim de evitar que o sentimento de intolerância predomine nas pessoas, assim, proporcionar-se-á sumo bem-estar e dignidade humana. Destarte, a sociedade desfrutará da igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.