Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 24/09/2020
A série americana, “Orange is the new black”, retrata a vida numa penitenciária feminina, na qual alguns guardas agem com violência e opressão pelo simples fato de serem mulheres, consideradas mais frágeis, e pela posição de poder dos carcereiros. Infelizmente, tal quadro é mantido na realidade brasileira, não apenas contra sexo, mas também, contra as diversas minorias vigentes Uma vez que, essa intolerância está enraizada na história mundial, tendo como exemplo o Brasil e a Alemanha.
Dessa forma, no contexto de formação de nações e conquistas territoriais, pode-se retomar ao tempo de Hitler. Na Alemanha nazista, a supremacia ariana era exaltada e discursos de ódio foram lançados aos demais povos, principalmente contra os judeus - vítimas do grande holocausto, certamente grupo em desvantagem social, porém a perseguição foi sustentada pela invasão de terras ocupadas por esses. O ódio justificava a crueldade.
Outrossim, o Brasil foi marcado pela escravidão e exploração colonial, os negros foram arrastados, vendidos e confinados, entretanto não os enxergavam como minoria, e mais uma vez a intolerância foi fundamentada em interesses, nesse caso o lucro com o tráfico negreiro e a Igreja Católica sustentara a hostilidade em sua fala, ao garantir que esse grupo não era munido de alma. Então, foram animalizados e segregados cada vez mais, instaurando repúdio às suas manifestações culturais e religiosas.
Dessa maneira, com a história a refletir na cultura e no imaginário popular, tanto a intolerância quando as falas de ódio foram não só disseminados como mantidos, por diversos fatores. Assim, faz-se necessário que o Ministério da Justiça insista na ampliação da cidadania aos desfavorecidos, a partir do uso de 10% dos impostos pagos, destinando-os a grupos de apoio, ONGs, casas de acolhimento social e psicológico, como também em incentivo ao Legislativo para a garantia da ampliação da cidadania para tais grupos, além de regulamentação mais profunda desses problemas, para que essas cicatrizes sejam apagadas.