Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 02/10/2020

No período entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra, conhecido como o “entreguerras”, com a emersão dos governos totalitários, com destaque ao governo germânico, a intolerância e o discurso de ódio foram mundialmente difundidos. Essa difusão, além de ter sido contra minorias, foi a raiz que estabeleceu o preconceito pelo o que considerado diferente pela maioria da sociedade. Esse preconceito, além de perdurar até a contemporaneidade, torna os grupos acometidos vulneráveis socialmente.

Em primeira análise, com a ascensão de Hitler no governo da Alemanha,  os arianos passaram a ser exaltados por serem considerados “puros” e superiores a outros grupos menores. Nesse cenário, os judeus, por serem considerados diferentes, foram perseguidos, isolados e assassinados em campos de concentração pelos arianos. Tal barbárie não mais ocorre, entretanto, na sociedade, há vestígios dessa repugnância frente à pessoas que, por estarem atualmente em grupos menores, são consideradas inferiores e, dessa maneira, compõem os grupos minoritários.

Ademais, com a criação da Declaração dos Direitos Humanos, durante a Revolução Francesa (1789-1799), e a consolidação da Nova Constituição de 1988, durante o governo Sarney, a liberdade de expressão e a proteção contra as minorias deveriam ser garantidas. No entanto, grupos minoritários ainda são vulneráveis à intolerância e ao discurso de ódio pelo fato de terem menos voz, como, por exemplo, as mulheres, que, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), compõem 48% da sociedade, dado que, mesmo parecendo indiferente, justifica a disparidade de salário que ocorre em relação aos homens.

Portanto, para que a intolerância e o discurso de ódio contra minorias sejam amenizados, é crucial que o governo, com auxílio dos meios de comunicação em massa (MCM), como, por exemplo, as redes sociais, utilize estratégias discursivas que incluam os grupos minoritários à sociedade, alem de desenvolver ações públicas que garantam a proteção desses grupos, a fim de erradicar a vulnerabilidade social das minorias.