Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 05/10/2020
A história acerca do discurso de ódio e da intolerância, demostrou que ao longo dos séculos, minorias e aqueles que não se enquadravam numa determinada pauta social, eram reprimidos. Ao longo do séc. XX, houve momentos como a segunda guerra que usou de argumentos fascistas e totalitários, levando em consideração uma ideologia eugênica e desumana de ‘raça superior’, fomentou o genocídio contra minorias, e sobretudo, contra um dado grupo que estava vinculado a uma vertente religiosa.
O pós-guerra suscitou debates, mas não ganhou força, somente da metade do séc. XX em diante, com ideias democratizantes, pluralistas e aeitáveis, a sociabilidade e os níveis civilizacionais puderam começar a se erguer. No entanto, no Brasil, mesmo com a redemocratização, os índices de violência contra minorias aumentam, e discursos fundamentalistas, apoiados em percepções conservadores e religiosas, atribuem valores e sentidos a pautas que fortalecem a homofobia, estruturas heteronormativas e sexistas. No contexto atual, cenário de pandemia, dados e noticias recentes, divulgadas em mídias sociais indicam ao mesmo tempo aumento crescente de: decisões políticas e atos e falas governamentais que apontam para a manutenção de abusos e intolerância contra grupos minoritários. Segundo os grandes veículos de imprensa nacional e internacional, violência física e verbal, intolerância e discriminação contra a comunidade LGBT, aumentam exponencialmente, sobretudo, em países da América Latina, possuem uma herança ideologia ditatorial.
No entanto, nota-se que a dinâmica desses grupos tem sido se fortalecerem e se mobilizarem ainda mais contra atitudes racistas e extremas. Não obstante, deve-se esquecer que políticas públicas e organizações autônomas. Conclui-se que, mesmo que a história ofereça uma narrativa perfídia da natureza humana, as transformações e a fluidez das modernidades podem revelar caminhos mais sensatos e pacíficos, o que modifica por completo os rumos do futuro, e de como as sociedades decidiram viver e integrar seus indivíduos.