Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 05/10/2020

Nos tempos modernos um dos grandes desafios que presentes na sociedade é a intolerância e discurso de ódio contra as minorias. Essa realidade está presente em todos os locais, independente do país e do povo em que se está inserido. Nesse sentido, fatores como a falta de políticas públicas efetivas em cessar e identificar tais práticas discriminatórias, resulta em ciclo em que cada vez temos mais pessoas sendo vítimas da ignorância e carência de sensibilidade humana.

Em primeira análise, cabe pontuar que no Brasil o avanço do discurso de ódio e a polarização nas democracias, onde mulheres, negros, indígenas, imigrantes, grupos religiosos, e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros e intersexuais), têm sido cada vez mais estigmatizados. Logo, a alta vulnerabilidade e desvantagem social acabam criando uma relação de dominância de subgrupos ou grupos dominantes que delimitam e padronizam o que entendem por minorias. Sendo assim, o desconhecimento da diversidade, aliado à falta de efetivação ao combate a segregação, exclusão e descriminação das minorias, torna essas pessoas invisíveis perante a sociedade, o que fere igualdade social.

Em segunda análise, podemos afirmar que o Brasil ocupa o primeiro lugar em homicídios de LGBTs em toda a América, com 340 mortes por homofobia em 2016, segundo o último balanço do ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais). Portanto, tais dados revelam à importância e necessidade a igualdade social, tendo em vista que é garantida por lei no Artigo 5 da Constituição Federal a isonomia a todos os cidadãos, e assim o auxílio dos direitos das minorias. No entanto, o que vemos é a omissão e o desleixo de governantes que através de um discurso conservador, estimulam mais ainda o ódio e a intolerância que consequentemente gera violência, e com isso silenciam milhares de pessoas que acabam pagando com a própria vida.

Por final, são necessárias  mudanças rápidas, em que a educação seja o elemento principal dessa ação, tendo o papel primordial nesse desafio, uma vez que está relacionada ao comportamento social de uma nação. Desse modo, o Estado tem uma função indispensável na condução de projetos e leis que visem o aprimoramento e medidas que levem a equidade social de isonomia a todos os grupos sociais que estão em condições de vulnerabilidade. Com isso, a mídia juntamente a escola são ferramentas fundamentais para conduzir o processo de integração e inclusão social desses grupos por meio do conhecimento das diversidades sociais.