Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 05/10/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à educação e ao bem-estar social. Entretanto, a intolerância e o discurso de ódio contra minorias, no Brasil, impossibilitam que parcela da população desfrute de seus direitos universais. Nessa lógica, esses empecilhos são causados, principalmente, devido à desigualdade social e ao déficit educacional da nação. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para solucionar esses problemas.

Primeiramente, é importante salientar as maneiras que a grande desigualdade social desse país gera intolerância e preconceito. Uma vez que, segundo o UOL, portal de notícias, mais de 70% da população pobre, do Brasil, é negra. Esse status social negativo gera péssimos eventos relacionados à discriminação contra afrodescendentes, o racismo, como o caso recente de um homem humilhando entregador de comida pardo, devido à sua cor de pele, no interior de São Paulo. Nessa conjuntura, o acontecimento supracitado, é um dos diversos caso de intolerância que ocorrem nessa nação diariamente, sendo agravados contra as minorias, sejam elas religiosas, étnicas ou sociais.

É importante, ainda, evidenciar as maneiras que a educação pode diminuir ou extinguir a intolerância. Posto que, após tomar o poder em 1934, Adolf Hitler, ditador alemão, manipulou a Alemanha, gerando um grande ódio e genocídio de judeus e outras minorias, causando a morte de mais de 6 milhões deles. Ademais, de acordo com Immanuel Kant, filósofo prussiano, “o homem é o que a educação faz dele”, enfatizando o poder desse recurso e como ele pode formar pessoas melhores. Nesse espectro, é racional deduzir como a educação pode diminuir os casos de intolerância, visto que, em concordância com a pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Brasil ocupa a 55° posição em 61 países avaliados em relação a qualidade de ensino. Além disso, em conformidade com o G1, portal de notícias, ele ocupa a 7° posição de nações mais intolerantes do mundo.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o problema. Por isso, cabe ao Ministério da Educação extinguir os pensamentos de intolerâncias do país, por meio de campanhas nas escolas que expliquem para as crianças e adolescentes, que são o futuro da nação, os problemas desses pensamentos. Além de que, cabe ao Poder Legislativo garantir a punição para as pessoas que pratiquem esses atos, por meio de leis mais severas e punições mais efetivas, a fim de que esses preconceitos e discriminações sejam extintos do Brasil. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora no bem-estar do Brasil.