Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 06/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More , é retratada uma sociedade perfeita , na qual o corpo  social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas . No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é  o oposto do que o autor prega , uma vez que abordar a intolerância e discurso de ódio contra minorias  apresenta barreiras , as quais dificultam a concretização dos planos de More . Esse cenário antagônico é fruto tanto da abstração midiática quanto do estereótipo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos , a fim do pleno funcionamento da comunidade.

Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que a supressão de tolerância aos indivíduos inferiorizados pela construção social deriva da baixa atuação dos setores governamentais , no que concerne à  criação de mecanismos que coíbam tais recorrências . Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto, isso não ocorre no Brasil. Por causa da falta de atuação das autoridades no âmbito tecnológico , no que permite a difusão de pensamentos que obstruem o respeito do outro que não está  inserido no espaço moral do coletivo , homossexuais, transexuais , indígenas e obesos . Desse modo , Faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.

Em segundo lugar, é imperativo ressaltar os rótulos pré-determinadores do social como promotores do entrave . Conforme a obra literária de Carl Jung - a teoria do inconsciente coletivo - a população  apresenta pensamentos e atitudes com a ausência de consciência , em virtude da herança cultural passada de geração a geração . Outrossim, isso se corrobora quando a família , essa responsável pela passagem de ensinos morais e éticos  difunde a ideologia que nem todos são sujeitos de direitos . Todavia , isso contradiz o conceito de isonomia previsto na Carta Magna de 1988. Por consequência , esses posicionamentos intolerantes contribuem para formação de um contingente descriminatório às pluralidades sociais e culturais. Tudo isso retarda a resolução do óbice , já que os modelos impostos pela sociedade possibilitam a perpetuação desse quadro deletério.

Dessarte, com o intuito de erradicar o empecilho , é preciso que o MEC ( Ministério da Educação e da Cultura ) entre em parceria com as escolas , com o propósito de realizar palestras sobre “A importância de acatar o outro por estar inserido num contexto moral distinto e como romper a ideia do preconceito”.

Ademais, essas abordagens devem ser licenciadas por especialista na temática, psicólogos e psicopedagogos. Adicionalmente, é dever da direção dessas instituições acadêmicas distribuir folhetos conscientizadores sobre a necessidade de respeitar o diferente.