Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 06/11/2020

A novela a “A Força do Querer” aborda o tema da atriz Glória Perez, que se une ao grupo de roteiristas e diretores que voltam sua atenção para as pessoas transexuais e as ajudam a diminuir o estigma e preconceito que são dirigidos a essa minoria. Em análise da questão dos desafios da inclusão das pessoas trans no meio social, está diretamente relacionado ao preconceito implantado na cultura brasileira, visto que a maioria dos assassinatos no mundo de transgêneros ocorre no Brasil por seu alto nível de transfobia. Nesse âmbito, é necessário entender suas vertentes para solucionar essa problemática.

A princípio, vale ressaltar que o meio cinematográfico retrata à décadas a “realidade” das pessoas transexuais de forma superficial e errônea. Isso se deve ao fato dos padrões religiosos enraizados na sociedade, cujo corrobora para a disseminação do ódio contra essa população vítima da sociedade. Prova disto é o desgraciado caso da youtuber Mandy Candy, que retrata em sua entrevista para o G1 os inúmeros comentários depreciativos e até ameaças de morte que recebe em seu dia a dia.

Ademais, convém mencionar a falta de inclusão e visibilidade da comunidade trans nos meios de comunicação. Representatividade, ao contrário do que grande parte da população compartilha idealmente, apresenta um impacto positivo e importante para os grupos de menor espaço no meio social, pois essas minorias sentem-se emocionadas ao se verem incluídas na sociedade, tendo em sua vista a sua luta diária, enfrentando danos psicológicos, problemas de confiança e inseguridade, para conseguir essa simples conquista.

Em suma, percebe-se a urgência da intervenção estatal para trabalhar na resolução dessa problemática, interpondo o assunto em questão à princípio nas escolas, abordando-o de forma empática e natural; além de implementar leis e políticas públicas para proteção e direito dessa população reprimida, para que, respectivamente, possa dar abertura à criação de uma legislação própria, assim o artigo 5 da Carta Magna do Brasil, “todos são iguais perante à lei, independente do gênero, raça e classe social”, poderá ser mais apto a realidade.