Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 14/11/2020
A intolerância e o discurso de ódio contra minorias são alvos de frequentes debates. Pode-se afirmar que, embora incorretas, essas ações são processos normais que, infelizmente, a humanidade precisa passar, por causa das mudanças recentes numa tradição que vinha de muitos anos. Os governantes devem tomar medidas no sentido de educar as crianças, para que os grupos discriminados passem a ser enxergados por todos como normais.
Historicamente, alguns grupos, ditos como minorias, sempre sofreram algum tipo de preconceito. Para que essas discriminações sejam esgotadas é preciso tempo para a sociedade “aceitar” as mudanças que ocorreram com o tempo. Como exemplo, hoje sabe-se que negros são apenas pessoas com mais melanina na pele. Mas há pouco tempo a maioria da sociedade via-os como escravos. Além disso, a maioria da população seguiu, por muito tempo, o catolicismo antigo, que condenava as práticas gays e, de certa forma, restringia a liberdade da mulher. Cada grupo com sua particularidade, mas algo em comum: como tudo na Evolução da Terra, todo processo, toda transformação demanda muito tempo.
Consequentemente, sem o devido “trâmite normal do processo” muitas pessoas ainda não absorveram as mudanças ocorridas e praticam o crime do preconceito contra as minorias. Só de ser crime, com o advento da Constituição Federal de 1988, é inadmissível tal atitude. Porém, também são condenáveis as ações tomadas pela população para que esses grupos sejam aceitos por todos. Como tratar um negro de maneira igual se, para entrar em faculdades e concursos há a cota racial? Por isso, além de palestras, passeatas, manifestações, é preciso abordar tais temas com as crianças. Para o sociólogo francês Èmile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em quem aprender a conhecer o contexto em que etá inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende.
Portanto, há de se concluir que a intolerância e o discurso de ódio contra minorias podem ser considerados normais, levando-se em conta que são recentes as respectivas evoluções da humanidade. Para que esses grupos sejam totalmente aceitos, o Ministério da Educação (MEC) deve impor às escolas ações de conscientização dos alunos quanto à igualdade para com todos os grupos vulneráveis. Além disso, o MEC deve fabricar cartilhas de orientações aos pais, para que eduquem os filhos de forma a levar conhecimento às crianças de que existem vários gêneros, várias etnias, várias religiões, todas dotadas de total igualdade e liberdade.