Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/11/2020

O movimento “Black lives matter” (Vidas negras importam) surgiu com o objetivo de denunciar a maneira agressiva que policiais americanos tratam a população negra, reivindicando por justiça. O que tem ocorrido nos Estados Unidos é um exemplo da intolerância e do discurso de ódio contra as minorias, que se perpetuam na sociedade afetando grupos como mulheres, negros e homossexuais. Nesse âmbito, é essencial falar sobre como esse cenário tem se mostrado ao longo da história, gerando várias consequências.

Primordialmente, é importante frisar que a intolerância não é algo novo e que surgiu do acaso, na verdade ela já vem sendo fomentada há muito tempo. Acerca disso, tem-se o exemplo da exclusão sofrida pelas mulheres que viviam em Atenas, na Grécia antiga, onde além de não serem consideradas cidadãs, também eram vistas como inferiores aos homens e, consequentemente, colocadas a vários “degraus” abaixo deles, infelizmente, esse quadro se segue até os dias atuais, onde mulheres ainda são vítimas do machismo e de discursos repletos de preconceito.

Ademais, outros coletivos são incluídos nesse contexto de opressão, o racismo sofrido por negros e indígenas, por exemplo, é um tema concomitante à intolerância. No brasil colônia, os escravos vindos da África eram vistos como selvagens e meros instrumentos de trabalho para os colonos, ou seja, é visível que esse panorama de ódio existe desde os primórdios da história do Brasil. Desse modo, vale salientar que essa visão etnocêntrica se reafirma atualmente por meio de uma parcela da população que, se utilizando de falas e atitudes, demostra o seu repudio ao outro, o que contribui para que cada vez mais a violência e as desigualdades sociais se acentuem.

Tendo em vista o quadro descrito acima, é essencial que medidas sejam tomadas. Dessa maneira, o Estado por meio das instituições de ensino deve promover palestras e debates, com o finco de conscientizar os alunos e a comunidade e promover o pensamento crítico e ético. Assim, os jovens de hoje tornar-se-ão adultos conscientes dos seus direitos e que respeitam o outro independente da sua cor, gênero ou orientação sexual.