Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 25/11/2020
De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, é assegurado a todos os cidadãos a saúde, a segurança e o bem-estar. Contudo, no que concerne à situação atual do Brasil em relação à intolerância e ao combate aos discursos de ódio, nota-se que os ideais presentes na Carta Magna não estão sendo realmente aplicados. Esse empecilho é motivado não só pela incompetência do Governo, mas também pelo preconceito.
A princípio, pode-se apontar as insuficientes ações governamentais para solucionar o problema como uma dificuldade à consolidação de uma solução. Nesse sentido, segundo Aristóteles, em seu livro ´´Ética a Nicômaco´´, a política existe para garantir a felicidade da nação. Porém, consoante ao cenário brasileiro atual, no qual inúmeras pessoas são vítimas de agressões físicas e psicológicas - principalmente negros, mulheres e homossexuais - é notório que o poder superior falha em cumprir o seu papel enquanto fornecedor dos direitos mínimos.
Ademais, outro ponto relevante, nessa temática, é o preconceito. Sob tal ótica, o psicanalista austríaco Sigmund Freud, em sua obra ``Psicologia das Massas e Análise do Eu´´, relata que os indivíduos tendem a suprimir o próprio ego e oprimir as diferenças. Nesse viés, muitos brasileiros cometem atos de violência verbal e crimes de ódio por se sentirem superiores aos demais cidadãos, utilizando ideais baseados em cor, gênero ou até mesmo, na opção sexual. Portanto, é inadmissível que em pleno século XXI, em um país democrático, tal vicissitude se faça presente no cotidiano do povo.
Em suma, com o intuito de se combater a discriminação e tornar o Brasil um país mais igualitário e menos violento, é necessário que o Poder Público - mantenedor das leis, do bem-estar social e do progresso civilizatório - desenvolva, por meio de verbas governamentais, campanhas escolares que demonstrem e ensinem às crianças a como agir contra o preconceito e, acima de tudo, a respeitas as diferenças. Assim, almejar-se-ia um país no qual os ideais da Constituição seriam realmente aplicados.