Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 01/12/2020

O físico Isaac Newton, em sua lei da inércia, defende que todo objeto permanece em seu estado de repouso ou em movimento uniforme, a menos que uma força resultante, não nula, seja exercida sobre ele. De maneira análoga, na ausência de medidas governamentais, problemas estruturais tende a se manter na sociedade, como é o caso da intolerância e discursos de ódio contra as minorias. Nesse sentido, não só a falta de educação, mas também a falta de incentivos, caracterizam-se como os ocasionadores dessa questão social.

Primeiramente, de acordo com Émile Durkhein, “é na infância que os nossos passam pelo processo de socialização, ou seja, adquirem os valores mais importantes da sociedade em que se encontra”. Tendo em vista isso, o modo como as crianças são educadas em relação à forma de convier com diferenças é diretamente proporcional a sua postura como cidadão, pois, segundo Locke, o ser humano ao nascer é como uma folha em branco, sem conhecimento e o ganha por meio da experiência. Logo, a falta de uma educação social básica acarreta a intolerância e, por conseguinte, surgimento de minorias.

Em uma segunda análise, no livro “1984” de George Orwell, é retratado um Estado totalitário, em que a verdade, as opiniões  e sentimentos são manipulados e controlados, todavia existem os “proletas” - que, mesmo não sendo a minoria em quantidade, são inferiorizados e deixados à margem, até na forma de controle de suas vidas, pois são considerados insignificantes- criados e influenciados pelo próprio Estado. Semelhantemente, na atualidade, a maneira como são postos os acontecimentos, sentimentos mais fortes que a raiva- o ódio- são estimulados e a formação discursos agressivos mostra-se iminente. Nesse sentido, a falta de incentivos a favor dos grupos menosprezados promovem a valorização dos dominantes, uma vez que, em conformidade com Paul Hawken, “tudo está conectado, nada pode mudar sozinho”.

Infere-se, portanto, que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, essa problemática corresponde a um dever do Estado, o qual é responsável por garantir a isonomia, ou seja, a igualdade de todos. Diante isso, para minimizar essa questão social, urge que o Ministério da Educação promova um ensino social, por meio de eventos na assistência às minorias, a fim de que se consiga despertar nos indivíduos empatia, respeito e tolerância, e que seja constante na vida estudantil dos cidadãos. Com essa “força resultante” dos desafios serão dominados e superados.