Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 10/12/2020
Segundo o líder espiritual do budismo tibetano, Dalai-lama, “O amor e a compaixão são necessidades, não luxos. Sem eles a humanidade não pode sobreviver”. No entanto, não é o que se observa na sociedade brasileira, visto que casos de violência contra grupos sociais em desvantagem são frequentemente noticiados, casos que são motivados pela intolerância e discurso de ódio. Desse modo, essa vicissitude tem origem em incontestável na negligência do Estado, bem como na ausência de políticas educacionais.
De início, é importante destacar que a falta de ações efetivas do Poder Público contribui para a permanência da problemática. Conforme o artigo 5º da Constituição Federal de 1988, todas as pessoas são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e possui inviolabilidade a igualdade. Apesar da Carta Magna assegurar tais direitos, o desrespeito a esses fundamentos é visto de maneira clara, principalmente quando os focos são as pessoas com orientação sexual e identidade de gênero fora do que se foi construído tradicionalmente. Essas pessoas são constantemente julgadas e marginalizadas por não atenderem aos padrões impostos socialmente, sendo alvos de preconceito e violência causadas pelo discurso de ódio, sendo assim, é importante e combate a essa adversidade.
Ademais, vale ressaltar que a ausência de políticas educacionais gera impasses para o enfrentamento de um corpo social com ideais intolerantes e discurso agressivo. De acordo com o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que pode usar para mudar o mundo”. Contudo, a educação brasileira não se mostra eficaz, pois a defasagem no ensino acarreta em jovens despreparados, sem a capacidade de construir “pontes”, ou seja, de lidarem com as dificuldades e romperem preconceitos enraizados. Dessa forma, acontecimentos como o Bullying na escola, bem como a falta de intolerância e empatia com a diversidade na vida adulta causam como consequência o discurso de ódio proferido contra os grupos socialmente desfavorecidos. Portanto, fica claro que medidas são necessárias para o enfrentamento desse entrave.
Dessa maneira, o Ministério da Cidadania deve promover companhias de conscientização, por meio de investimento em comerciais televisivos, que sejam assertivos e capazes de encaminhar as pessoas para um momento de reflexão, a fim de que se atinja o maior contingente de cidadãos e possam promover mais empatia e respeito. Além disso, é essencial que o Ministério da Educação incentive o ensino com foco nos problemas sociais, por meio da inclusão na grade curricular de matérias, com eixo na diversidade e explique sobre as consequências da intolerância, para que assim se produza uma sociedade mais consciente e solidária.