Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 25/12/2020

Racismo, machismo, homofobia. Entre os fatores relacionados à intolerância e discurso de ódio contra minorias, no Brasil contemporâneo, o aumento de ataques sofrido por essa população representa um de seus maiores desafios, o que agrava a perda da dignidade desses cidadãos. Faz-se, pois, necessário analisar as principais causas desse impasse, como  questões políticas e omissão midiática.

Primeiramente, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para combater a intolerância e o discurso de ódio no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos exerce na administração do Brasil. Instituído para ser um órgão que promova ações contra a discriminação e garanta a inclusão de grupos minoritários, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar a harmonia social brasileira perante a culturas e posicionamentos divergentes, como criação de cotas em concursos públicos, em empresas e no Congresso Nacional. Desse modo, o governo atua como agente perpetuador da hegemonia  de grupos dominantes.

Ademais, a má conduta midiática é outro ponto relevante sobre essa temática. Sob essa lógica, segundo o pensamento de Martin Luther King, o que preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons. Logo, pode-se notar, no que se refere às consequências das ações opressivas contra grupos minoritários, no Brasil, há uma lacuna no dever moral da mídia quanto à pratica de conscientizar a nação de forma realista. Dessa forma, devido às vairas formas diferentes de ataques não expostos, esses sujeitos são impedidos de viverem plenamente.

Depreende-se, portanto, que a questão do discurso de ódio contra minorias necessita de mais atenção. Para que isso ocorra, é preciso que o Governo Federal, em parceria com grandes veículos de comunicação, promova a abordagem do problema fora do senso comum. Isso pode ser feito por meio de campanhas de divulgação dos direitos das minorias, de valorização da diversidade brasileira, além do incentivo à denúncia, para que se crie um sentimento de responsabilidade que garanta a dignidade ao próximo. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.