Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 31/12/2020
Colonização, genocídio, escravismo. Essas são algumas das características das origens da nação brasileira. Ao longo de mais de quinhentos anos de história, o Brasil em muito avançou nas conquistas de direitos às suas minorias. Entretanto, observa-se, frequentemente, casos de intolerância e discurso de ódio contra esses grupos, em razão, entre outros aspectos, da falta de conhecimento sobre a diversidade nacional e do anonimato das redes sociais.
Em primeiro plano, é importante analisar o baixo conhecimento étnico-cultural de exorbitante parte da sociedade. Além das bases históricas do país tupiniquim ser marcado pela exclusão e pela exploração, atualmente, as pessoas ainda são educadas por meio de uma visão etnocêntrica europeia, no qual grupos minoritários são poucos representados no sistema de ensino do país. Desse modo, maior valor é agregado, no imaginário popular, aos brasileiros de linhagem europeia, por conta desses terem tido papel importante na construção da nação, tendo em vista que pouca importância é dada aos “heróis” nacionais dos outros grupos étnicos.
Além disso, as redes sociais têm contribuído para uma escalada dos discursos de ódio. Protegidos pelo anonimato da internet e municiados pela exacerbada quantidade de discursos radiciais nesse meio, os usuários tornam-se mais propensos à “banalidade do mal”, conceito no qual a filósofa Hannah Arendt aborda que o mal é algo de que todos são capazes. Desse modo, inflados cada vez mais por discursos de ódio, parte da população do ambiente virtual promove ataques digitais e/ou físicos aos minorias sociais.
Com isso, depreende-se que o problema passa pelo baixo conhecimento de parte da população aliado aos conteúdos radicais no meio digital. Portanto, o Ministério da Educação deve orientar a formulação de programas, nas escolas, por meio de aulas e palestras, que ensinem sobre os grandes expoentes negros, indígenas, mulheres, dentre as demais minoriais da história brasileira, para que os futuros adultos saibam, de forma definitiva, a importância da diversidade étnico-cultural na identidade nacional e assim seja criado um país fraterno no qual superemos a intolerância e o discurso de ódio.