Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 04/01/2021
‘‘O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles’’, a afirmação atribuida a filósofa Simone Beauvoir, pode facilmente ser aplicada à intolerância e ao discurso de ódio contra minorias, já que mais escandaloso que a ocorrência da problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Nesse sentido, é evidente que o quadro tem origem inegável na negligência do estado. Desse modo, entre os fatores que contribuem para aprofundar essa conjuntura, pode-se destacar a falibilidade legislativa e a falha educacional.
Destarte, segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, artigo 5º, todos são iguais perante a lei, garantindo-se aos brasileiros e residentes do país direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Entretanto, com a falibilidade legislativa cria-se uma hierarquização, por conseguinte, nem todos tem acesso a esse direito e também sofrem discriminação e calúnia. Então, é necessário que o Poder Executivo fiscalize de maneira mais rigorosa essa lei, para garantir a todos aquisição dela.
Outrossim, de acordo com Immanuel Kant, ‘‘O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’’. Dessa forma, a educação conteudista e tecnicista, junto com a negligência do estado, fazem com que não discurssam-se sobre o preconceito e a difamação contra minoria nas escolas e assim agrava ainda mais o problema. Dessarte, é indispensável que as escolas, com professores de filosofia e sociologia, promovam palestras de conscientização da problemática.
Em virtude dos fatos mencionados, notam-se as causas da intolerância e do discurso de ódio contra minorias no Brasil. Portanto, o governo deve usufruir do Poder Legislativo para criar o ‘‘Plano de diminuição da discriminação’’, que por meio da mídia televisiva irá ser divulgado. Além disso, será disponiveis nas escolas mais aulas de sociologia para formar alunos mais éticos. Logo, se tudo for feito, o problema será amenizado.