Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 05/01/2021
O Artigo 5 da Constituição Federal prevê a isonomia, a igualdade de todos perante a lei. Entretanto, esse direito não é respeitado, já que é evidente o desrespeito e a discriminação contra grupos minoritários. Visto que, o desacato às garantias e a banalização do preconceito estão, demasiadamente, presentes no atual corpo social.
Em primeira análise, devido ao Brasil ter sido construido com a mão de obra escrava e num sistema patriarcal deixou marcas de racismo e machismo. Atrelado a isso, para a filosofa alemã Hannan Harendt, o fato do povo de uma determinadas comunidades verem e vivenciarem maldades torna esse monos sensível e racional. Sendo assim, o processo de escravização, a educação machista, as religiões que condenam a homossexualidade fizeram com que o desprezo a esses grupos fosse visto como parte da cultura e não como estorvos para o progresso da sociedade em geral.
Em outra perspectiva, a falta da ação da justiça torna o preconceito mais fácil de ser praticado, pois se não há punição os infratores seguem fazendo comentários maldosos e violência física e moral contra as minorias. Consoante a essa realidade, o livro “O Cidadão de Papel”, do jornalista Gilberberto Dimenstein, traz essa ideia de que a Constituição Federal não passa de um mero papel, porque na pratica muitos direitos são desrespeitados, incluindo os desses grupos que são mais desamparados, consequentemente seus algozes saem muitas vezes impunes.
Por fim, diante de tudo que foi explanado acima, faz-se nescessário que as escolas abordem o tema intolerância desde o ensino fundamental por meio de representantes de movimentos minoritários, promovendo palestras, debates, exemplos e participação ativa dos alunos. Para que, assim, seja desenvolvido o senso de empatia e alteridade desde a infância, visando a formação de cidadãos respeitosos para com os diferentes.