Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/01/2021
Uma nova maneira de se viver.
Desde os primóridos, o ser humano cria uma espécie de desgosto por aquilo que não entende. Em alguns casos, esse desgosto se transforma em raiva que evolui para o ódio e a intolerância. Podemos perceber isso quando se trata de religiosidade, orientação sexual, orientação de gênero, cor da pele, classe social, moradia e etc. Não é novidade que os grupos mais atacados pela sociedade são as pessoas de pele negra, e o movimento LGBTQIA+, essa intolerância, os ataques e os discursos de ódio, se dá pela ignorância, falta de empatia, respeito e amor ao próximo.
Em primeiro lugar, podemos ver que no filme “Tropa de Elite 2”, o filho do Capitão Nascimento pergunta para o mesmo o porque do trabalho dele ser matar, e o mesmo não sabe responder, ali percebemos que a cultura do ódio e intolerância já está enraizada na sociedade. Padrões de aparência e comportamento foram criados para “justificar” o porquê de muitas pessoas negras serem assassinadas pela polícia, mesmo sem fazer nada que “justifique”. Podemos perceber que a maioria das pessoas mortas por ano, pela polícia nos principais estados do país, têm a pele negra. Essa forma é uma das piores maneiras aonde o racismo se prolifera, abrindo espaço para que a intolerância e o ódia sem motivo, apareceram, causadando dor e sofrimento para muitas famílias,
Em segundo lugar, pessoas de outros gêneros, e com uma orientação sexual diferente da heterossexualidade, nunca foram muito aceitas pela sociedade. Podemos perceber isso, por frases faladas em tom de ofensa, geralmente ditas em grupos de homens, como: “seu viadinho”, “bicha”, “gayzinho”, “tá igual uma sapatona”. Essas frases são muito comuns de seres escutadas, ofendendo e mostrando a intolerância gerada pelo ódio de algo que eles não entendem e que ofende a “masculinidade” de cada um. Um exemplo de intelerância contra transsexuais, é a mulher que foi arremessada da janela, em um prédio no bairro da república no centro de São Paulo, após ser contratada por um programa e o homem descobrir que ela era trans.
Concluímos então, que a sociedade em um todo precisa urgentemente aceitar o modo de vida de outras pessoas, que não fazem parte do padrão. Desmistificar crenças religiosas e mostrar aos fiéis que a mensagem de Jesus era somente o amor ao próximo, é uma maneira de diminuir a intolerância contra minorias dentro das igrejas. Estudar sobre o assunto e conversar com seus filhos, escutando o que eles têm para falar, ajudaria as gerações mais antigas a entender melhor o que se passa hoje em dia nas atuais. E a reeducação no falar, para não ofender o gênero, sexualidade, cor de pele e etc. do próximo.