Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 22/04/2021

No século XX, o nazismo mostrou ao mundo as graves consequências da intolerância contra as minorias manifestada sob a forma de discurso de ódio.Haja vista que a falta de atenção do Estado, como também os preconceitos enraizados na sociedade contribuem para que tais atrocidades persistam.                                                                                                                                                           É indubitável, que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de maneira que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade.                                                                                                                                 Além disso, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo colaboram com a permanência das inúmeras formas de agressão. No país, os processos são demorados e as medidas coercitivas acabam não sendo tomadas no devido momento. Nessa perspectiva, muitos indivíduos ao verem essa ineficiência continuam violentando os grupos desfavorecidos negros, mulheres, imigrantes e principalmente homossexuais  e não são punidos. Assim, esses são alvos de torturas psicológicas e abusos em diversos locais, como em casa e no trabalho.                                                                                Diante do exposto cabe ao Ministério da Educação incluir, no currículo básico comum de ensino, aulas de sociologia voltadas para a intolerância e suas consequências e para os grupos minoritários e seus históricos, a fim de estimular o conhecimento das crianças sobre a diversidade social existente. Além disso, o Estado deve reafirmar políticas de inserção de indivíduos que têm sua herança histórica afetada através de programas educacionais, sendo a inserção uma forma de aproximação entre diferentes grupos e, dessa forma, permitindo a socialização e quebra de pré-conceitos. Por fim, cabe à mídia, tão importante na comunicação humana, oferecer a representatividade desses indivíduos, despertando a informação e inclusão dos mesmos, propondo uma sociedade mais receptiva e menos intolerante.