Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 23/04/2021

De acordo com o artigo 5° da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei. No entanto a existência de intolerância contra as minorias da sociedade não mostra a existência desse ideal. A ideia de superioridade de uma raça sobre as demais acarretou em diversos discursos de ódio durante toda a história, o que promoveu o aumento da intolerância e da segregação contra as minorias. Nessa perspectiva, esses empecilhos devem ser superados para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A herança histórico-cultural é a principal responsável pelos preconceitos existentes na atualidade, pois as instituições sociais, responsáveis pelas leis e condutas da sociedade, sempre foram controladas por uma maioria política, uma elite preconceituosa, patriarca e exploradora. Assim os ódios passados continuam sendo alimentados por diversos grupos sociais. Utilizando como exemplo, a Segunda Guerra Mundial, com a emersão de governos totalitários, que pregavam a purificação da raça através do extermínio de judeus, negros, homossexuais, ciganos e deficientes.

Outrossim as classes minoritárias como as mulheres, os índios, negros e LGBTs lutam por seus direitos e são submetidos à violências físicas, psicológicas e morais, e opressão social diariamente. Sendo assim, um alto grau de vulnerabilidade e desvantagem social acaba levando a relação entre o domínio de subgrupos ou grupos dominantes, que delimitam e padronizam o que entendem por minorias. Portanto, o desconhecimento da diversidade, aliado à falta de eficácia no combate a segregação, exclusão e discriminação, torna essas pessoas invisíveis para a sociedade, o que viola o direito à igualdade.

Com o intuito de amenizar essa problemática é imprescindível que ações sejam tomadas, como oficinas e palestras educativas nas escolas ministradas por profissionais qualificados, com a temática voltada para a divulgação dos direitos da minoria e desconstrução dos preconceitos, com a ajuda da mídia para a divulgação, afim de obter um maior alcance de indivíduos. Além de campanhas que se encaixem nas diferentes realidades com a ajuda de ONGs, e a ação da polícia em investigações nas redes sociais para identificar mais criminosos que cometem discurso de ódio. Por fim, é importante que todos olhem de forma mais otimista para as diferenças, pois, como constatou Hannah Arendt ‘‘a pluralidade é a lei da terra’’.