Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 22/04/2021
Em 1939, durante a Segunda Guerra Mundial, o mundo assistiu à ascensão de governos totalitários. Nesse período a Alemanha era governada e doutrinada por Adolf Hitler, o qual possuía como um de seus ideais a purificação da raça ariana por meio do extermínio de determinados grupos minoritários. Hoje, há cerca de oito décadas após o acontecimento, ainda assim permeia a visão de superioridade de uns pelos outros, fazendo com que haja a disseminação da intolerância e do discurso de ódio contra as minorias representativas. Tal problemática persiste devido à impunidade daqueles que reprimem o diferente, além se tratar de uma herança histórica e cultural.
Em primeira análise, destaca-se que o Artigo Quinto da Constituição Federal do Brasil garante que todos são iguais perante lei, sem qualquer tipo de distinção. Porém, ao discriminar alguém seja pela cor, etnia ou orientação sexual e não ser devidamente penalizado pelo ato, a equidade pregada pelo artigo em questão estará sendo descumprida. De acordo ao site de notícias GHZ, o caso do árbitro de futebol Mário Chagas da Silva, que faz parte de uma das minorias mais atacadas no Brasil é um exemplo de impunidade. Tendo em vista que Mário foi vítima de racismo por parte de um grupo de torcedores e estes não sofreram praticamente nenhum tipo de punição.
Além disso, a intolerância e o discurso do ódio direcionado àqueles em desvantagem social é algo que está enraizado na sociedade brasileira, fazendo com que haja a manutenção dessa problemática. O trecho da música “De volta para o passado” composta pelos cantores nacionais Fábio Brazza e Helio Bentes, diz que “somos herdeiros dos erros de ontem”, demonstrando que a manutenção da repressão dos grupos minoritários é advinda de acontecimentos passados. A exemplo disso, pode-se citar a questão dos indígenas no Brasil, que desde o início da história do país são inferiorizados por sua etnia.
Portanto, para que haja o combate efetivo da opressão e repulsa para com os grupos minoritários, é imprescindível que o Poder Legislativo em conjunto com a Polícia Civil busquem a efetivação dos artigos presentes na Constituição Federal por meio da fiscalização do andamento de denúncias, de modo a garantir que aqueles que descumpram a lei sejam devidamente penalizados. Outrossim, é importante que o Ministério da Educação e Cultura crie uma cartilha que explique a origem dos preconceitos e distribua em escolas com o intuito de conscientizar sobre as diferenças e particularidades de cada grupo, para que as gerações futuras desconstruam conceitos discriminatórios e intolerantes que estão enraizados na sociedade.