Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 23/04/2021
Para falarmos de ódio contra as minorias e caminhos para combatê-lo, precisamos entender quem são essas “minorias”. Não estamos falando de grupos que estão em menor quantidade, mas sim em desvantagem social. Por exemplo, os negros são a maioria no Brasil em questão populacional, já que segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), eles representam 56,1% da população brasileira, mas mesmo assim são reprimidos socialmente devido ao preconceito.
Prova disso é o que acontece atualmente, já que ocorrem cada vez mais debates em pauta na mídia, em defesa de grupos como mulheres, negros, LGBTQIA+. Mas mesmo assim há muita luta pela frente, já que o estado não pune adequadamente os agressores desse conjunto de pessoas. Além da questão estatal, também podemos falar de como a mídia nacional e internacional esterotipa essas pessoas, em relação a como agem e pensam uma mulher ou homossexual por exemplo, o que só colabora para expansão do preconceito.
Logo, a partir do preconceito é que surgem os discursos de ódio e a intolerâcia, já que pessoas mal intencionadas, enxergam em seu privilégio social uma oportunidade para se sentirem superiores às outras pessoas. Então, quando alguém se manifesta contra o casamento gay, por exemplo, é um discurso de ódio e intolerância, pois é o mesmo que dizer que determinadas pessoas não devem ter o mesmo direito que outras, devido apenas à sua orientação sexual.
Sabemos que isso é algo muito revoltante, mas muitas pessoas nem ao menos pensam a respeito disso e acaba se tornando algo comum, já que é algo “enraizado” em nossa sociedade. Por isso, deve haver uma organização social para concientizar as pessoas de que está acontecendo algo totalmente inadmissível. Existem várias formas de mostrar a repressão que certos grupos estão sofrendo atualmente, como através de notícias, relatos e até mesmo charges. Isso pode ser feito por qualquer pessoa que se comova com a causa das minorias, principalmente através das redes sociais, como é muito comum vermos páginas como “Quebrando o Tabu” ou “Mídia Ninja” no Instagram e Twitter. Já que, havendo uma conscientização em massa, as pessoas buscarão cada vez mais a desconstrução tudo aquilo que está “enraizado” dentro de si e que é prejudicial ao próximo.