Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 15/05/2021

A desigualdade social é um problema que prevalece por séculos, podendo-se contar a sua existência há mais de 7 mil anos, tendo início no período neolítico. Intitulada pela diferença econômica de diferentes classes, problemática encontrada ao redor do mundo, dita pela má administração governamental. Sendo perceptível o ódio contra as minorias e o menosprezo pelas mesmas, privando-as da liberdade de expressão garantida por lei a qual tem como principais grupos os: étnicos, religiosos, de gênero, de sexualidade, linguísticos, físicos e culturais. A intolerância e o desprezo carregados pela sociedade possuem como origem o medo do ser humano de não se adaptar por não estar dentro dos seus padrões cotidianos.

Conforme os dados do “Disque 100” mostram que o Brasil registrou 5.096 denúncias de crimes motivados por preconceito racial, orientação sexual, religião e gênero em 2018. Enfatizando o feminicídio que é o crime de ódio baseado no gênero, o qual mulheres são mortas por nascerem com os cromossomos “XY”, sendo levantada a falta de auxílio para as vítimas, visto que por falta de impunidade possuem medo de denunciar, ou antes que possam fazer são encontradas mortas. Consequentemente o aumento dos casos expandiu tornando o Brasil o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio, segundo o “Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos (ACNUDH)”.

Uma vez que há a falta de ajuda as classes necessitadas, a qualidade de vida tende a decair, portanto, sabe-se que houve o crescimento de indigentes nas ruas e de fato essas pessoas são suscetíveis a passar por diversas situações difíceis, onde o governo deve agir, mas escolhe ignorar por não se preocupar. O preconceito a esse grupo é a princípio cultuado e imposto pela sociedade que despreza os mesmos por não estarem nas melhores condições. Todavia algumas pessoas em situação de rua escolhem se colocar nesse problema, pois havendo a existência de abrigos, alguns indivíduos por não concordarem com as regras não permanecem nos lugares.

A proporção crescente da desigualdade social é um infortúnio que afeta a todos, tendo como dever relações como o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), aumentar as fiscalizações através de agentes responsáveis, a fim de cessar a impunidade e o medo gerado sobre os cidadãos, visto que há leis. Cabe às intituições escores ressaltar a importância do respeito mútuo, com uma base educacional que eleve a formação de jovens capazes de pensar no coletivo sem quererem sobressair aos demais, com o objetivo de diminuir a desigualdade social. É preciso que as relações governamentais e não governamentais criem amparo a vítimas de desvantagem social, para que a população supere os problemas atuais e tenha uma formação adequada.