Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 30/05/2021

Na saga dos livros “Harry Potter”, o vilão Voldemort mantém na sociedade fictícia um papel de líder que utiliza da violência oral e física contra os não bruxos puros para angariar seguidores. Fora das telas fantasiosas, cresce gradativamente o número de pessoas disseminando ódio contra a minoria populacional, assim como personagem Voldemort. Nesse sentido, estratégias precisam ser aplicadas para alterar essa situação que tem como causas o desdém familiar, bem como a insuficiência legislativa.

A princípio, a base familiar lacunar é uma das grandes responsáveis por esse complexo cenário. De acordo com o psicanalista Erik Erikson, o desenvolvimento psicológico de um ser humano depende das interações que ele mantém com outras pessoas. Desse modo, é importante ressaltar que o ser humano não nasce produzindo o ódio e que a família é o primeiro núcleo social para se criar princípios carregados por toda a existência e, por isso, devem cumprir seu papel de educar e transmitir conhecimentos dignos para que o preconceito e o racismo, por exemplo, não se propague pelo corpo social. Entretanto, vê-se que tal dever familiar não é exercido quando, segundo uma pesquisa feito pelo Projeto Comunica, 84% das menções sobre tema como o racismo e homofobia são negativas e discriminatórias, ou seja, caso houvesse famílias cumprindo suas responsabilidades para com o decremento dos discursos de ódio entre os cidadãos, tais números não seriam tão alarmantes.

Outro fator a ser mencionado é a deficiência de leis no coletivo, que atua como um proveniente dificultador de toda a situação. Conforme menciona o filósofo Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Logo, uma lei tem de ser essencial para sustentar a estrutura comunitária, projetando assim o bem estar para todos os residentes do país. Todavia, mesmo que haja uma lei que proíba explicitamente o discurso de ódio contra os grupos marginalizados, as leis vigentes não fazem parte da educação pública e, de fato, colaboram para que o povo se torne míope e persista na evolução da hostilidade e da repulsão contra coletividades específicas.

Portanto, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar os impactos dessa problemática. Urge, então, a necessidade da realização de uma campanha em redes sociais e televisivas, por meio de verbas governamentais, feita pelo Ministério da Educação e da Cultura que terá intuito de reeducar as famílias e informar sobre as legislações da nação e seus fundamentos para estabelecer uma comunidade saudável. Espera-se que com isso, todos os grupos sejam tratados com importância e respeito, diferentemente do que o vilão de Harry Potter exterioriza no mundo mágico dos bruxos.