Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 29/05/2021
Na série ‘‘Olhos que condenam’’, lançada em 2019, é retratado o caso de cinco crianças negras condenadas injustamente devido ao racismo institucional. Ao longo da trama se torna cada vez mais presente o preconceito contra as crianças negras acusadas. Fora da ficção fica claro que a realidade apresentada na série pode ser relacionada a intolerância e discurso de ódio, não só sofridas pelos negros mas também por outras minorias.
De início podemos destacar a intolerância direcionada aos negros, que em sua maioria usa de argumento a cor de pele para inferiorização ou até mesmo marginalização de um cidadão. Segundo Nelson Mandela, líder ativista na luta contra o Apartheid na África do Sul, ‘‘Ninguém nasce odiando outra pessoa por sua cor de pele, sua origem ou sua religião’’. Assim fica claro que o ódio por outra pessoa por sua cor de pele não é uma ideia natural e sim uma ideia instaurada na sociedade.
Além disso, outras minorias como indígenas, pessoas que fazem parte da comunidade LGBTQIA+, mulheres, imigrantes, entre outros, são também vítimas da intolerância e discursos de ódio. De acordo com dados o Brasil é o país que mais mata pessoas transexuais no mundo. Logo pode se atrelar esses dados diretamente com a intolerância a pessoas da comunidade LGBTQIA+, que são bombardeadas com discursos de ódio todos os dias.
Desse modo é preciso que o Estado tome medidas para que a intolerância não seja colocada como normal e aceitável dentro da sociedade. Para que a intolerância e discurso de ódio contra minorias seja cada vez menos recorrente, urge que o Ministério da Educação conscientize, por meio da implementação do estudo sobre minorias nas escolas, um projeto que busque a conscientização das crianças. Com o programa as crianças vão desenvolver a empatia, não agindo de forma intolerante e aprendendo a não disseminar o ódio. Somente assim, será possível evitar injustiças baseadas na intolerância contra minorias.