Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 24/06/2021

Homossexuais. Negros. Mulheres. Transexuais. Essas são algumas minorias que sofrem cada dia mais com a intolerância e com o discurso de ódio, uma vez que fogem dos padrões tradicionalistas e religiosos impostos no cotidiano da população brasileira. Certamente, isso se deve à ascensão do conservadorismo na sociedade, em conjunto com a negligência governamental diante dessa parcela populacional. Por conseguinte, nota-se que devido ao preconceito imenso que esses indivíduos sofrem, surgem vários problemas como o prejuízo psicológico diante de tantos danos morais.

Em primeira análise, é importante analisar a causa da intolerância frente às minorias. O termo “família tradicional brasileira” é utilizado pelo presidente, Jair Bolsonaro, para denominar as pessoas que são regidas em pilares cristãos e conservadores advindos das bases históricas do país, as quais incluem pensamentos machistas, escravocratas e homofóbicos. Tal fato reflete a ausência de preocupação por parte do Governo com o bem-estar dessas pessoas. Consequentemente, a população acaba exercendo o mesmo papel, visto que são influenciadas ao ver o Chefe de Estado minimizando esses indivíduos. Isso é explicado pelas correntes sociais estabelecidas por Durkheim, as quais consistem em grandes manifestações de indignação que influenciam o restante da população. Sendo assim, nota-se que o tradicionalismo desdém estatal é um forte contribuite para essa problemática.

Em segunda análise, vale ressaltar as consequências do discurso de ódio para a saúde mental dos indivíduos afetados. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, a violência simbólica é uma forma de violência que não contem coação física, mas traz diversos danos morais e psicológicos originados da propagação de ideias que pertencem às camadas dominantes para as camadas minoritárias. Diante disso, é inequívoco que o patriarcado, o racismo, a LGBTfobia e diversos outros tipos de preconceito se incluem nesse conceito e podem acarretar em depressão, suicídio e crise de ansiedade. Com isso, fica ainda mais difícil combater essa conjuntura, dado que tais problemas agravam a exclusão social e impede que a igualdade entre os cidadãos seja alcançada.

Portanto, diante da incessante intolerância e dos discursos de ódio advindos de uma sociedade cosrvadora, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o MEC, informar e educar a população brasileira acerca dos problemas do preconceito por meio de campanhas que devem ser obrigatoriamente divulgadas pelas emissoras de televisão, a fim de mitigar a intolerância e o ódio e promover o bem-estar e a igualdade entres os cidadãos. Ademais, é necessário que haja a realização de políticas públicas que incluam as minorias na sociedade além do oferecimento de assistência psicológica com o intuito de minimizar os impactos da violência simbólica e acolher as minorias da população brasileira.