Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/07/2021
De acordo com o artigo 5 da constituição brasileira de 1988, todo cidadão tem direito a igualdade e isonomia na sociedade. Entretanto, apesar do que prevê a lei, muitas minorias (como os homossexuais, indígenas, negros, mulheres) ainda são tratadas de maneira intolerante e preconceituosa no Brasil, através de violência física e discursos de ódio.
Nesse sentido, pode-se afirmar que o preconceito contra grupos minoritários é algo que se entranhou na sociedade brasileira no período colonial, por meio da criação de um sistema de racismo e preconceito estrutural, onde apenas os homens portugueses católicos eram valorizados.
Desde então, essa estrutura social “tóxica” se justifica com o apoio daquilo que a filósofa Hannah Arendt chamava de “banalidade do mal”, teoria onde a mesma afirma que a massificação de uma sociedade cria pessoas alienadas, que só reproduzem aquilo que aprenderam, sem questionar a ética ou moral do que fazem. Exemplos disso podem ser encontrados no cotidiano, como as diversas piadas, ditos e associações populares preconceituosas contra minorias, como: “Baiano é preguiçoso”, “Gay têm AIDS” ou “Índios são primitivos”.
Tal problema, somado a um sistema judiciário falho, cria uma sensação de impunidade para aqueles que infrigem o artigo 5 da costituição, o que serve de impulso para a perpetuação da intolerância. Como prova cabal, segundo a revista G1, os casos de assassinatos de negros aumentaram 11% na última década no país, ao passo que crimes contra homossexuais aumentaram 30% entre 2016 e 2017.
Deste modo, para acabar com a intolerância e os discursos de ódio contra as minorias no Brasil, faz-se necessário que o Ministério da Educação, por meio da destinação verbas para as escolas, crie palestras quinzenais - as palestras devem abordar a aceitação e respeito a diversidade - com o intuíto de desarraigar os preconceitos na existente mente dos alunos, de maneira a livrar a geração futura desse mal.