Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 28/07/2021
De acordo com o artigo 5 da constituição brasileira de 1988, todo cidadão têm direito a igualdade e isonomia perante a lei. Entretanto, apesar do que prevê a lei, algumas minorias (como os negros e homossexuais), não desfrutam de tal igualdade, devido a um problema presente no país: O preconceito e intolerância contra grupos minoritários.
A prióri, pode-se dizer que a intolerância presente na sociedade brasileira é legado de um conservador viés, adivindo dos tempos coloniais do país, pois em tal período, negros e índios foram vistos como seres inferiores pelos portugueses. Além disso, um catolicismo distorcido outrora difundido na europa pela Inquisição, foi trazido pelos portugueses e se tornou parte de sua herança colonial para o Brasil; sendo usado como justificativa para a escravidão, ao dizer que índios e negros não tinham alma, além de pregar o ódio contra grupos como os homossexuais.
Por consequência, foi criada naquela época uma estrutura social conservadora que dissemina preconceito até os dias de hoje no Brasil. Por certo, não sendo acaso que, segundo o IBGE 76% das pessoas em extrema pobreza são negras, ou que, segundo a revista “O Globo”, o número de mortes de homossexuais aumentou em mais de 100% no centro-oeste nos últimos anos; sendo estes, uma pequena parcela dos muitos dados que escancaram o resultado de séculos de discursos de ódio, preconceito e intolerância.
Deste modo, para acabar com o preconceito e intolerância contra grupos minoritários no Brasil, faz-se necessário que o Ministério da Educação, por meio da destinação de verbas para as escolas, crie palestras quinzenais - as palestras devem abordar a aceitação e o respeito a diversidade - com o intuito de retirar qualquer preconceito arraigado a mente dos alunos. Dessa forma, ao usar os alunos o valor do respeito aos seus semelhantes, as gerações futuras se verão livres deste ciclo de preconceito e ódio irracional, perpetuado por tanto tempo no país.