Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 20/08/2021

Na série americana “Control Z”, é retratado a história de um grupo de adolescentes que têm seus segredos vazados por um hacker e, consequentemente, gera uma série de preconceitos e discursos de ódio para os personagens. Fora da ficção, tal cenário é visto como uma preocupação realidade no Brasil, visto que muitos brasileiros vivenciam diariamente uma intolerância da sociedade. Nesse contexto, faz-se relevante analisar tanto a lacuna educacional, quanto a negligência estatal.

Primeiramente, é válido ressaltar que a lacuna educacional contribui para persistência de preconceitos. Nesse sentido, na obra “Pedagogia da Autonomia”, de Paulo Freire, destaca-se a importância das escolas em fomentar não só conhecimento técnico-científico, mas também habilidades socioemocionais, como empatia e respeito. Nessa perspectiva, é perceptível a formação do ensinamento sobre as questões sociais nas instituições, haja vista que influencia no comportamento do estudante perante a sociedade. Dessa maneira, então, pode-se entender que as escolas conteudistas, não contribuem no combate à intolerância, portanto, o pensamento de Freire não é concretizado.

Outrossim, é necessário analisar a negligência estatal quanto a resistência de impasses para as minorias. Nesse viés, na obra “Bruzundangas”, o pré-modernista Lima Barreto, já expunha que a ausência de garantias constitucionais estava no âmago do país. Sob essa ótica, de maneira análoga, é notório que há uma falta de efetivação dos direitos, sobretudo no que tange ao precário engajamento governamental para com as minorias, uma vez que a liberdade é direito previsto na Constituição Cidadã, entretanto, não é respeitada. Desse modo, enquanto a indolência do núcleo estatal não para atenuada, o revés persistirá na sociedade.

Portando, são exigentes para atenuar os objetivos supracitados. Assim, cabe ao MInistério da educação realizar projetos educacionais em instituições privadas e públicas, por meio de aulas e campanhas periódicas, de modo a informar sobre a necessidade de respeito e empatia em relação às minorias, a fim de formar cidadãos empáticos. Ademais, cabe ao Mnistério da Mulher e dos direitos humanos enfatizar nas mídias sociais e canais televisivos a importância da denúncia para qualquer forma de discriminação. Dessa forma, os direitos cumpridos na Constituição Cidadã serão garantidos de forma efetiva para as minorias.