Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 09/08/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita onde o corpo social é padronizado pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, diante dos frequentes casos de intolerância e discurso de ódio contra minorias, é notório que no contexto nacional atual, o tema apresenta barreiras os quais dificultam o bom funcionamento da sociedade que contrariam com dos de More. Isso ocorre, pois faltam leis eficazes e, também, representatividade das minorias em geral na mídia.
Primordialmente, vale destacar que a ignorância é uma das principais causas do preconceito preestabelecido contra grupos fragilizados. Seguindo a ideia do contrato social de Thomas Hobbes, o Estado deve garantir segurança e bem-estar para a sociedade como um todo. Devido a falta de atuação de modo eficiente das autoridades, vê-se que a ausência de leis eficazes torna-se um fator contribuinte para a perpetuação do problema. Desse modo, urge a necessidade de reformulação dessa postura estatal.
Ademais, a falta de representatividade das minorias por meio midiático, incrementa o preconceito. Nesse sentido, a saga “Harry Potter”, ilustra na personagem fictícia nascida trouxa - fato apresentado como ruim -, Hermione Granger que apesar de suas inúmeras qualidades, lida com o preconceito desde cedo por causa de suas origens. Desse modo, esses esteriótipos contra essas pessoas se agrava e afeta sua extroversão no meio social e as mesmas não se sentem representadas.
Destarte, é necessário que a Mídia - instrumento de alto alcance - instrua a sociedade a respeito das diferenças entre genêros, cor, portadores de doenças, etc por meios de propagandas períodicas em emissoras televisivas e mídia social. Paralelamente, o Ministério da Educação deve promover a representatividade dos grupos supracitados por meio das artes, com o intuito de amenizar o problema. Assim, a intolerância contra minorias não será um realidade no Brasil.