Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 27/08/2021
Na Grécia Antiga, a sociedade espartana, que era composta majoritariamente por guerreiros, abandonava as crianças que nasciam com alguma deficiência. No mundo hodierno, apesar de tais práticas não serem bem-vistas e aceitas ainda acontecem, seja por meio da exclusão social ou intolerância para com as minorias. Sendo assim, é preciso analisar as causas e consequências de tais ações reprováveis.
Primeiramente, é válido ressaltar que a sociedade atual, ainda que tenha evoluído em termos de respeitar o outro, é pautada no preconceito. Isso se deve ao fato de que os indivíduos sofrem influência da sua época, meio de convívio e também da sua religião, podendo vir a perpetuar ideias e praticar os pensamentos que lhes foram impostos. A exemplo disso, pode-se citar o Tribunal da Inquisição da Igreja Católica, na Idade Média, que perseguia todos os hereges, ou seja, pessoas que discordavam da doutrina da instituição mencionada, sendo dedurados pelos fiéis e mortos na fogueira.
Além disso, nota-se uma elevada exclusão social e ofensas como resultado dessa baixa tolerância. Sendo assim, grupos minoritários continuam a sofrer com os padrões da sociedade e tornam-se alvos de ataques. Tendo isso em vista, uma pesquisa do “Correio Braziliense” aponta que 59% do número de intolerância religiosa no Brasil têm foco nas matrizes africanas. Dessa maneira, evidencia-se a aversão por uma cultura diferente e a dificuldade de conviver com ela.
Dado o exposto, percebe-se que ser tolerante é permitir a pluralidade de cada um. Diante disso, faz-se necessário que os veículos midiáticos propaguem a inclusão social e a beleza da diversidade por meio de propagandas que respeitem o diferente, de novelas, séries ou filmes que tragam outras raças, religiões e culturas e que falem sobre eles. Desse modo, espera-se que os indivíduos possam adquirir uma postura de respeito perante o outro para que se possa conviver em harmonia.