Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 04/09/2021
A Constituição Federal de 1988, documento promulgado na vertente de redemocratização do país, garante aos cidadãos no artigo 5, o bem- estar, e a harmonia. Tal declaração, mostra-se distante da realidade hodierna, visto que a intolerância e discursos de ódios contra minorias é crescente, problemática ainda a ser combatida no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da forte alienação das redes sociais, como também a inércia do Estado. Desse modo, torna- se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.
Em primeira análise, enfatiza-se a nocividade da inclemência na internet, considera-se “terra sem lei”, remetendo a ausência de normas com a função de delimitar ações ofensivas. Destarte, a intolerância nas redes sociais pode afetar gradativamente a saúde mental, segundo a Fundação Getúlio Vargas, 41% dos jovens brasileiros apontam as redes sociais como fator dominante para gerar ansiedade e depressão. Nesse contexto, é evidente que a internet caracteriza-se como uma preocupação para a saúde mental, sendo um acesso para disseminação de ódio.
Ademais, vale salientar a negligência do Estado, que mostra-se obstante de melhorias na área de comunicação, esses crimes de ódio são levados a segundo plano, tangenciando um sentimento de impuniedade em relação aos praticantes. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o funcionamento da sociedade é garantido através de ações estatais, sendo o papel do mesmo. Nesse ínterim, fica claro a improficiência do Estado nesse impasse.
Portanto, urge-se da aleteração desse cenário nefasto. Cabe ao Ministério da Educação, juntamente a mídia, elaborar campanhas de efeito midiático, e nas escolas com a finalidade de conscientizar desde os mais jovens a importância do respeito em meio social e virtual. Necessita-se também, que o Ministério da Justiça, órgão responsável por manter a ordem nacionalmente, a reformulação de leis, a fim de obter punições severas aos praticantes do crime da intolerância e ofensa. Cumprindo assim, a eficiência do Estado, como afirma Hobbes.