Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 28/09/2021

O filme “Estrelas Além do Tempo”, retrata a vida de grandes amigas negras que além de provar sua com competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito e a intolerância enraizada, para que consigam crescer em suas carreiras. Nesse sentido, está obra está intimamente ligada com à sociedade brasileira, que desde os primórdios o preconceito contra os negros e as mulheres prevalecem, e deixa bem claro que essa triste realidade ainda é a mesma. Fora da ficção, indispensável analisar as causas que agravam esse quadro: a desinformação e a falta de amparo governamental.

Nesse viés, é necessário pontuar que a falta de informação acerca da intolerância e o discurso de ódio contra minorias precisa ser superada. A esse respeito, é evidente que a internet é um dos maiores meios de propagação de ódio, e que muita gente sofre com isso, podendo apresentar problemas de sociabilidade e até depressão. Paralelamente, devido à escassez da divulgação de informações nas redes mediáticas sobre os impactos na vida da vítima, muitos brasileiros consideram esse estigma como algo “normal” no íntimo das redes sociais e no cotidiano, na qual usam ao seu favor e desconsideram a dor do próximo. Assim, enquanto a desinformação se mantiver, o Brasil permanecerá diante aos problemas do desprezo da minoria.

Ademais, convém ressaltar que a assistência aos desamparados e as medidas públicas de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, é um direito assegurado constitucionalmente a todos os cidadãos brasileiros. Nesse panorama, Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadãos de Papel”, disserta acerca da inefetividade dos direitos constitucionais, cujo não são garantidos na prática. Por isso, depreende-se que o tratamento aos sofrentes são precários e até mesmo ignorados, ferindo os direitos de uma parcela da população que necessita usufruir adequadamente. Logo, fica nítido que a negligência do Estado dificulta a atenuação de um desenvolvimento prejudicado.

Destarte, medidas são necessárias para resolver os problemas discutidos. Isto posto, cabe ao Ministério da Saúde e das Comunicações, tomar providências promovendo informações seguras a respeito da intolerância e discurso de ódio contra minorias nas redes midiáticas e nas escolas desde os primeiros anos da vida escolar, por meio da adição de uma disciplina à Base Nacional Curricular, e uma página oficial em todos os meios de comunicação, sobre os riscos das manifestações de ira contra uma pessoa e as consequências na saúde mental da mesma. Espera-se, com essa medida, que os problemas discutidos sejam paulatinamente erradicados.