Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 01/10/2021

O filme “Estrelas Além do Tempo” retrata a vida de grandes amigas negras que, além de provar competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito e a intolerância enraizada para que consigam crescer em suas carreiras. Nesse sentido, está obra está intimamente ligada com a sociedade brasileira, que desde os primórdios o preconceito contra os negros e as mulheres prevalecem e deixa bem claro que essa triste realidade ainda é a mesma. Fora da ficção, é indispensável analisar as causas que ainda agravam esses acontecimentos, como a desinformação e a falta de amparo governamental.

Nesse viés, é necessário pontuar que a falta de informação acerca da intolerância e o discurso de ódio contra minorias precisa ser superado. A esse respeito, é evidente que a internet é um dos maiores meios de propagação de ódio e que muita gente sofre com isso, podendo apresentar problemas de sociabilidade e até mesmo depressão. Paralelamente, devido à escassez de informação nas redes midiáticas sobre os impactos na vida da vítima, o Brasil permanece diante os problemas de desprezo da minoria, na qual esse estigma continua sendo tratado como algo “normal” no íntimo das redes sociais e no cotidiano. Assim, enquanto a falta de orientação se mativer, uma parte da totalidade brasileira sofrerá graves consequências psicologicas e até mesmo físicas.

Ademais, convém ressaltar que a assitência aos desamparados e as medidas públicas de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, é um direito assegurado constitucionalmente a todos os cidadãos brasileiros. Nesse panorama, Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadãos de Papel”, disserta acerca da inefetividade dos direitos constitucionais que não são garantidos na prática, ou seja, fora do papel. Por isso, depreende-se que o tratamento aos sofrentes são precários e até mesmo ignorados, ferindo os direitos de uma parcela da população que necessita usufruir  adequadamente. Logo, é nítido que a negligência do Estado dificulta a atenuação de um desenvolvimento prejudicado.

Destarte, medidas são necessárias para resolver os problemas  discutidos. Isto posto, cabe ao Ministério da Saúde e das Comunicações tomar providências, promovendo informações seguras a respeitos da intolerância e discurso de ódio contra minorias nas redes midiáticas e nas escolas desde os primeiros anos da vida escolar, por meio da adição de uma disciplina à Base Nacional Cumum Curricular e uma página oficial em todos os meios de comunicação, sobre os riscos das manifestações de ira contra uma pessoa e as consequências na saúde metal da mesma. Espera-se, com essa medida, que os problemas discutidos sejam paulatinamente erradicados.