Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 15/11/2021
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da intolerância e do discurso de ódio contra as minorias. Isso acontede devido ao individualismo e à negligência governamental; fatos que culminam em preocupantes mazelas. Dito isso, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.
Efetivamente, o individualismo presente em grande parte da sociedade ajuda na perpetuação da intolerância e do discurso de ódio. Nesse sentido, segundo o filósofo Zigmund Bauman em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais; a fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, ressalta-se que a passividade coletiva, perante à intolerância, demonstra a realidade bauniana. Isso ocorre, porque, infelizmente, muitos indivíduos -preocupados com o consumismo e com seus desejos pessoais e laborais- não se importam com o que acontece ao seu redor e com o outro. Desse modo, a irresponsabilidade cidadã compromete qualquer esforço externo à tentativa de remediar a intolerância.
Ademais, é válido destacar que a negligência governamental também representa um grande impecílio para a resolução da intolerância e do discurso de ódio. Nesse contexto, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein em seu livro “Cidadãos de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática de seus mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no campo teórico. Dito isso, pode-se afirmar que os casos de intolência e a prática de discursos que ferem o outro vão de encontro ao cenário postulado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que os orgãos governamentais não investigam e não punem as práticas intolerantes e preconceituosas feitas por uma parcela da sociedade. Consequentemente, isso fere pontos importantes da carta Magna do País, que afirma que todos são iguais perante a lei, detentores de direitos e livres em suas crenças.
Logo, afim de minimizar a intolerância e o discurso de ódio, as escolas infantis devem trabalhar com as crianças, desde muito novas, a questão da diversidade, com ênfaze no respeito com o outro. Isso ocorrerá por meio de oficinas e dinâmicas que exijam o trabalho em conjunto e empático entre os participantes. Além disso, o Governo Federal, com a ajuda do Ministério da segurança e dos policiais, deve investigar e punir atos de intolerancia e quem disseminha discursos de ódio.