Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 22/10/2021
De acordo com o artigo 5 da Constituição Federal, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Entretanto, aspectos estigmatizantes da nossa cultura e a atual forma de educação, no Brasil, propagam a intolerância e discursos de ódio contra minorias, contradizendo a carta magna.
Em primeiro lugar, é importante analisar como a cultura pode ser um instrumento para disseminar preconceitos. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, na ‘‘Teoria do Habitus’’, os indivíduos são influenciados no seu conhecimento de mundo e comportamentos. Em virtude disso, cidadãos que crescem em ambientes intolerantes à minorias, como em escolas ou no próprio seio familiar, estão condicionados a reproduzir esses comportamentos estigmatizantes, proferindo discursos de ódio ou violentando fisicamente populações marginalizadas, como LGBT´s ou pessoas pretas.
Ademais, a educação na forma que é conduzida hodiernamente forma indivíduos ainda mais influenciáveis e intolerantes. Confome o educador Paulo Freire, a educação é um ato político que liberta o indíviduo por meio da consciência crítica, além de ser um ambiente para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. No entanto, a atual forma de ensino, restrita ao conhecimento técnico-científico, limita a criticidade dos alunos acerca dessas problemáticas sociais, dificultando, assim, sua capacidade de conviver em coletivo de maneira respeitosa e empática, e afetando populações marginalizadas com ódio e intolerância.
Dessarte, preconceitos enraizados na cultura e a atual forma de educar formam um cenário intolerante e odioso para com populações minoritárias. Portante, é dever do Ministério da Educação, promover discussões acerca das popuções marginalizadas, por meio de aulas e debates sobre culturas e comportamentos dissidentes, como os de gênero ou de raça, a fim de de desconstruir preconceitos ligados à essas comunidades. Assim, mesmo que diferentes, todos poderão ter os mesmo direitos.