Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 03/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, o que se observa no atual cenário brasileiro é o oposto ao descrito pelo autor, haja vista que a intolerância e o discurso de ódio contra minorias são recorrentes no país, o que é um problema. Nesse sentido, é necessário buscar meios para combater tal óbice, atuando, para isso, sobre as suas principais causas: a negligência estatal e o silenciamento das escolas sobre o tema.

Inicialmente, é preciso compreender que a falta de ações governamentais acerca da ausência de respeito e do ódio contra grupos sociais minoritários corrobora para que eles continuem ocorrendo no território nacional. Isso ocorre porque, segundo o filóso prussiano Karl Marx, o Estado busca, acima de tudo, atender o desejo das classes dominantes. Logo, como não interessa às elites a promoção do tratamento igualitário às minorias, essa costuma ser uma pauta negligenciada pelos governates. Com isso, medidas - como a aplicação de penas mais longas pelo desrespeito à essa parcela social e a realização de campanha de conscientização periodicas que relembrem a igualdade civil - para acabar com óbice não são concretizadas. Ora, se o governo se omite diante da desconstrução de um pensamento intolerante, entende-se o porque ele ainda existe no país,

Ademais, a falta de debates nas instituições de ensino sobre o tema contribui para que o problema perdure na realidade nacional. Essa situação se dá, pois. Dessa forma, discussões sociais importantes, como acerca das importância das ações individuais e da luta contra a intolerância e discurso de ódio às minorias, muitas vezes, não são debatidos em sala de aula. Sendo assim, são formados cidadãos que, por não serem ensinados sobre, normalizam a situação desigual que é imposta às minorias e até memso atitudes desrespeitosas às estes grupos.

Portanto, fica claro que o descaso governamental e a postura passiva das escolas são verdadeiros consolidadores da recorrência de atos intolerantes e do discurso de ódio às minorias. Assim, a fim de que essa situação seja freada, o Governo Federal, por meio de um decreto federativo, deve estabelecer um Plano Nacional de Combate à Intolerância e ao Discurso de Ódio a fim de que se contrua um corpo civil mais respeitoso e que despreza o ódio à grupos minoritários. Destarde, esse Plano deve disponibilizar verbas para que campanhas de conscientização que fomentem a igualdade sejam realizadas, bem como realizar uma alteração na Base Nacional Comum Curricular para assegurar que o tema seja debatido em sala de aula. Somente assim, alcançaremos a Utopia de More,