Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 06/11/2021
Em outubro de 2012, Malala, jovem paquistanesa, então com 14 anos, representante da luta pelo direito à educação das meninas, saltou aos olhos do mundo após ser baleada quando voltava para casa em um ônibus escolar, desafiando os talibãs locais que impedem as jovens de frequentar a escola. Como Malala, índios, negros, judeus e outras minorias sofrem com o preconceito e com a asfixia dos direitos assegurados pela Constituição Federal. Logo, é fundamental analisar as razões que tornam essa problemática uma realidade nos dias de hoje.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a liberdade é um direito assegurado constitucionalmente a todos os cidadãos brasileiros. Nesse sentido, é pertinente trazer o discurso do escritor Gilberto Dimenstain, de seu livro “Cidadão de papel”, no qual ele definiu os cidadãos de papel, índivíduos cujos direitos não são garantidos na prática. Dessa forma, entende-se que a asfixia dos direitos, corroboram para fomentar o discurso de ódio contra as minorias.
Em segundo lugar, o preconceito pode ser caracterizado como a falta de reconhecimento da humanidade do outro. Só para exemplificar, em 2017, durante uma entrevista publicada pelo Nexo Jornal, o então Deputado Federal Jair Messias Bolsonaro, comentou que ao ir em um quilombo, “O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais.” Essa afirmação representa o atraso das relações étnico-raciais no Brasil. De fato, políticas públicas devem ser implemtadas a fim de amenizar o preconceito contra os grupos mais vulneráveis.
Portanto, medidas públicas devem ser implementadas para amenizar esse problema. Compete ao executivo federal em parceria com as outras esferas do governo, responsáveis pelas políticas públicas brasileiras, elaborar um pacto federativo, visando a redução do impacto das manifestações de violência, por meio de políticas de prevenção, de educação, de acolhimento e de transparência. Só assim, o preconceito e o estrangulamento dos direitos serão amenizados.