Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 23/03/2022

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, estipula que todos são iguais perante a lei e têm direitos iguais sem distinção. No entanto, a intolerância e o discurso de ódio contra as minorias impedem que esse segmento da população goze na prática desse direito nacional. Nesse contexto, não há dúvidas de que a intolerância é um desafio no Brasil, infelizmente, não só pela negligência do governo, mas também pela má conduta da população.

Em primeiro plano, o governo, como promotor do interesse público, tem deixado de cumprir suas responsabilidades diante de milhares de casos de intolerância contra minorias que, se não forem controlados, levam ao ódio e, em última instância, às taxas de homicídio. Um exemplo disso é o assassinato de um jovem negro em um supermercado, causado por um segurança que deliberadamente deixou um estrangulamento nu atrás por mais tempo do que o necessário. Este fato atraiu a atenção da mídia, mas, infelizmente, o governo é indiferente a isso.

Como disse o filósofo Rousseau: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Nessa perspectiva, fica claro que as crianças não nascem intoleráveis, mas tornam-se intoleráveis ​​ao replicar o comportamento daqueles com quem convivem com mais frequência. À luz disso, a sociedade está claramente falhando em seu papel de educar as crianças, uma vez que um grande número de adultos nutre ódio contra as minorias. Portanto, é necessário tomar medidas para corrigir esse problema.

Portanto, há necessidade de maior orientação por meio dos seminários sobre minorias, para todos os membros da sociedade, nas escolas, empresas, “seminários” e outros locais, pela Secretaria de Assistência Social em conjunto com o Ministério da Educação, com o objetivo de eliminar o preconceito que gera intolerância e ódio, ao mesmo tempo em que aumenta a empatia e o respeito a esses grupos. Promovendo a mudança comportamental e uma nova geração de pensamento. Quem sabe, então, a igualdade proclamada pela Constituição Federal não será mais um problema no Brasil.