Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 21/04/2022

Na obra “Cegueira Moral”, do sociólogo Zygmunt Bauman, é relatada a falta de

sensibilidade da sociedade frente às dores do próximo, imerso em um mundo onde o individualismo predomina. Contextualizando tal livro na sociedade atual, é notório a semelhança entre ambas, visto que o preconceito e a intolerância está presente, principalmente, em grupos marginalizados, devido aos aspectos sociais, econômicos, religiosos, culturais. Dessa forma, é imprescindível analisar os fatores para solução da problemática, citando a internet como agente manipulador e impulsionador do problema, além da falta de empatia das pessoas.

Em princípio, a Revolução Tecno-Científica do século XX inaugurou a “Era da Informação” e possibilitou o desenvolvimento da globalização. No entanto, o surgimento de tecnologias e a criação de redes sociais foram formas de impulsionar os discursos de ódio na internet. Apesar de ser considerado crime, ofensas e comentários intolerantes no espaço virtual muitas das vezes passam despercebidos e sem punição alguma, o que passa a ser necessário o cumprimento da lei e uma rigidez na aplicação de tal.

Ademais, durante a Segunda Guerra Mundial, houve um endeusamento da figura alemã, a chamada “Raça Ariana”. Além disso, ocorreu um extermínio em massa de grupos considerados minorias na sociedade, tais como gays, judeus, deficientes, negros. Esse fato histórico repugnante, é um dos principais exemplos da falta de empatia do ser humano ao próximo. Eventos como esse, apesar de infelizes, foram importantes para reflexão das atitudes do homem no convívio social, além da promoção de debates para buscar a inclusão de todas as comunidades marginalizadas. Segundo o filósofo George Santayana “Aqueles que não conseguem lembrar do seu próprio passado estão condenados a repeti-lo”.

Depreende-se, portanto, a necessidade de novas medidas para reverter o impasse no Brasil. Urge que o Ministério da Educação adicione aulas a grade escolar para abordar a importância do respeito por qualquer indivíduo, tratando o assunto com interesse e comprometimento. Além disso, é necessário que Deputados, Vereadores e Senadores debatam com ardor sobre o tema evidente, com intuito de conter a problemática e criando soluções para amenização do problema.