Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 25/04/2022

Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi palco do movimento nazista que pregava o ódio às minorias, o antissemitismo e o racismo, além da superioridade da raça ariana. No Presente século, expressões de ódio semelhantes ainda são observadas na sociedade contra minorias, como mulheres, a comunidade LGBTQIA+ , indígenas, ou pessoas que possuem desvantagem social. Desse modo, é de suma importância o debate acerca da intolerância e do ódio contra minorias, no que diz respeito à discriminação enraizada na sociedade e a acentuação da problemática com o advento das redes sociais.

A princípio, o ódio contra minorias se encontra enraizado na sociedade brasileira. Nesse sentido, teorizou o filósofo Jean-Sartre Rousseau que o homem nasce bom, porém a sociedade o corrompe, ou seja, o meio social no qual o indivíduo está inserido contribui para sua formação. Dessa forma, se a criança durante seu desenvolvimento presenciar a intolerância, a mesma pode reproduzir a discriminação em seu futuro pois aquilo lhe foi ensinado como correto. Tal circunstância contribui para a permanência da intolerância na sociedade.

Ademais, a facilidade de expressão com a chegada das redes sociais colabora para o discurso de ódio contra minorias. Isso se mostra real, até porque a internet permite que o propagador de discursos discriminatórios permaneça anônimo na rede, o que ocasiona maior liberdade em se expressar de maneira preconceituosa, utilizando redes como Twitter, Facebook e Instagram, que são de fácil acesso e pouca fiscalização. Sendo assim, as redes sociais devem ser alvo de uma maior intervenção.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de uma discussão acerca da intolerância e discurso de ódio contra minorias. Então, cabe aos responsáveis pelas redes sociais em parceria com o Poder Executivo, órgão responsável pela execução de leis, punir adequadamente internautas que usam as redes para disseminar o ódio, por meio de uma maior fiscalização acerca de comentários potencialmente intolerantes. Além disso, a sociedade civil organizada deve repensar costumes e discursos que pregam a intolerância e o ódio, para que assim a população brasileira não reproduza as práticas discriminatórias da Alemanha nazista.